Relato de parto normal da Ana Raquel – Nascimento do Benjamim

Convidei a psicóloga Ana Raquel Rodrigues para compartilhar a história do seu parto normal e como o Benjamim veio ao mundo. Quando ele nasceu ela compartilhou nas redes sociais como forma de apoiar e incentivar outras mulheres a lutarem pelo seu parto. Ela escreveu: Senta que lá vem textão! Vocês sabem o quanto eu gosto de relato de parto normal e já devem ter percebido que é impossível descrever esse momento em poucas palavras.

5 motivos pelo qual a Ana compartilha o seu relato de parto normal

  • Quando estava grávida, os relatos que li me ajudaram a acreditar em mim e na natureza humana e por isso acho justo retribuir;
  • Quando dizia que queria parto normal, fui chamada de ‘doida’, ‘maluca’, ‘corajosa’ (como se fosse uma opção de risco) e quero provar que NÃO! Não sou nada disso!
  • Ouvi tantas histórias trágicas quando dizia que queria parto normal, que PRECISO compartilhar uma que não foi!
  • Mais mulheres precisam saber que SIM! Nós sabemos parir! Nosso corpo foi feito pra isso!
  • Como psicóloga acredito que faz parte da nossa profissão promover o empoderamento dos sujeitos.

Todo grande acontecimento tem um ANTES….

relato do parto normal da Ana Raquel Rodrigues (1)

Completei 40 semanas de uma gestação super tranquila, sem intercorrências, no domingo (18/12) e estava bastante ansiosa e com medo de que o Benjamin não nascesse antes das 41 semanas, porque aí a médica que me acompanhou no pré-natal iria conduzir pra uma cesárea. Então, decidi que iria fazer uso dos métodos naturais de indução do parto (a saber, banhos quentes, caminhadas, acupuntura e chá de canela com gengibre).
Na segunda à tarde (19/12) fiz uma sessão de acupuntura, mas achei não ter tido resultado, visto que mais uma noite havia passado e nada havia mudado. Na terça pela manhã fizemos uma ultra e estava tudo bem: líquido em quantidade suficiente, placenta adequada, espaço suficiente pro Ben. Depois demos entrada no pedido da licença maternidade, voltamos pra casa, almoçamos e fomos tirar um cochilo. Eu estava sentindo umas cólicas leves. Depois que acordamos perdi o tampão, mas não aumentaram as dores. Aí o Sérgio e minha mãe foram na feira e eu fui dar uma caminhada na rua de casa com a Nina.

Quando voltei, ajeitei as almofadas no sofá e o seriado na TV, me acomodei com a Nina no meu colo, dei play, e às 17h38 senti a primeira contração. Comecei a marcar no aplicativo e fiquei preocupada, porque desde o início elas vieram com intervalos médios de 3min. Escrevi pra minha doula, Samia, e mandei um print do registro das contrações. Minha mãe e o Sérgio chegaram e decidi ir tomar um banho, mas as contrações não reduziram o ritmo. Nisso a Samia liga nos orientando a ir para o hospital o quanto antes, pois eu já estava em trabalho de parto ativo.


A chegada na maternidade

relato do parto normal da Ana Raquel Rodrigues

Chegando na Unimed, não havia leito, estava lotado! Entramos para a sala de urgência justamente na troca do plantão. Enquanto o Sérgio dava minha entrada no hospital, fui levada pra sala de observação (junto com a Samia) pra fazer o exame de toque. Pasmem: 10cm de dilatação! Em questão de +/- 40 minutos! Precisava subir pra internação imediatamente. Fui levada pro bloco cirúrgico, pela ausência de quartos. Quando me transferiram da maca pra mesa de cirurgia, fiquei de lado, e a bolsa estourou. As contrações ficaram cada vez mais intensas, e nada do Sérgio aparecer.
Devo ter tido umas 5 contrações antes dele chegar, e acabei fazendo força com o quadril pra cima, talvez na intenção de evitar que o Ben nascesse e o Sérgio perdesse. Quando o Sérgio chegou, relaxei e em mais umas 3 contrações, às 19h33min o Benjamin nasceu  (Com circular de cordão!) Mas, como não deu tempo de pegar banqueta ou qualquer outro instrumento, acabei parindo em posição ginecológica, tive lacerações bem significativas e precisei levar pontos.
O Sérgio cortou o cordão, depois de parar de pulsar, esteve com o Benjamin enquanto ele fazia todos os procedimentos pós parto, e logo depois ele voltou ao meu colo. Fomos juntos para a sala de pós-operatório, onde ele mamou pela primeira vez e onde ficamos na primeira noite.
E foi assim, nada parecido com o que eu tinha imaginado: super rápido, com uma dor infinitamente maior do que eu sabia que sentiria, mas lindo, intenso! Valeu a pena toda a preparação e preocupação! Valeu a pena cada dia de espera, pois tenho certeza que meu filho veio ao mundo no dia e na hora em que estava pronto, da melhor forma possível: recebido com muito amor!
Mãe do Cauê e da Catarina, esposa do Diogo Petermann. Casada há 11 anos. Apaixonada por brigadeiro de panela, pipoca e Grey’s Anatomy!
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