Relato de nascimento do Cauê

Eu reparei que ainda não tinha colocado no blog o relato de nascimento do Cauê. Quando estava grávida, participei de um fórum de família chamado e-family.net. O fato de ter participado lá foi muito produtivo, pois encontrei apoio materno tão necessário nesses momentos. Tirei várias dúvidas e também acredito que contribui com várias mamães. Fiz amizades virtuais que se tornaram até encontros reais. Enfim, o relato está salvo até hoje no fórum, mas não está no blog! Autch! Então quero compartilhar com vocês como foi o nascimento do Cauê.

O dia do nascimento do Cauê

No dia 20/11/09 eu comecei a perder o tampão na quantidade de um catarro. Dia primeiro de dezembro eu terminei de perder, sei porque era do tamanho de uma posta, como se estivesse mesmo tampando algum lugar. Ele era branquinho, sem nada de sangue.

Como tinha viagem marcada no dia 04/12/09, por isso fui na maternidade só pra ver se tinha alguma dilatação. Com o exame do toque, a médica percebeu que eu estava com 3 centímetros de dilatação, mas que ainda estava tudo bem e poderia voltar para casa. Por esse motivo fui viajar para Florianópolis, com todas as coisas necessárias do Cauê no carro, por precaução.

De volta à nossa casa

Voltamos no domingo de lá e na segunda-feira (07) estava bem triste porque já imaginava entrar em trabalho de parto ativo logo. Mas não entrei, mas no dia 08 teria virada de lua e as minhas esperanças aumentaram.

Quando foi terça, acordei por volta das 09h30 com fisgadas na barriga que vinham com contrações. Eu já tinha tido elas na viagem, então não dei muita bola. Foi então que me deu uma diarreia, e percebi que as contrações começaram a ficar mais intensas, contudo estava bemmmmmm suportável.

Comecei a arrumar a casa como uma forma de aliviar as dores. Ainda não tinha contado para o Diogo que estava com essas sensações, ele trabalhava a partir de casa naquela época, e não queria causar alarde sem necessidade.

Combinei com ele de a tarde ir ao banco, comprar algumas coisas que faltavam pro Cauê e algumas frutas. Foi quando eu comentei com ele que estava começando a sentir algumas fisgadas na barriga. Como ele tinha um compromisso fora, comentei que talvez se precisasse dele iria ligar, mas que ele poderia ir tranquilo.
Ele saiu às 17 horas de casa e eu comecei a anotar as contrações, que ainda estavam espaçadas, 8 minutos, 3 minutos, 6 minutos, até então, não tinham um ritmo certo.

Nesse momento comecei a sentir muito desconforto na região dos quadris.Não era dor nos quadris e sim uma agonia mesmo. Algo que me impossibilitava ficar parada. Comecei a caminhar pelo apartamento, que ficou pequeno.
Às 19 horas, meu marido retornou para casa. As contrações começaram a ficar ritmadas de 3 em 3 minutos, as vezes 2 minutos e as vezes até em 1 minuto. Eu já não conseguia mais anotar os intervalos. Pedia para meu marido anotar os horários. E assim ele foi me ajudando: anotando e pegando as coisas para levar para a maternidade.
Ainda fiquei 45 minutos em casa depois que meu marido retornou.

Na maternidade

O trajeto de carro de casa até a maternidade nunca foi tão longo e dolorido. Por volta das 20h cheguei na maternidade pública da minha cidade. Tinha fila no atendimento e por isso tive que esperar outra gestante que estava na minha frente passar pela triagem e médico. Nessas horas eu já começava a gemer de dor. Era instintivo, mesmo não querendo, era natural.

Na triagem, através do exame de toque o médico constato que eu estava com 8 centímetros de dilatação. VIVAAAA!!! Comemorei, já era tarde pra levar a anestesia (coisa que eu não queria e naquela maternidade, mesmo sendo pública eles podem aplicar se a gestante quiser). Ufaaaa…

Fui pra sala de pré-parto enquanto meu marido fazia a internação. Estava na cadeira de rodas, e disse pra mulher que não queria soro, Ela disse que eu tinha que tomar pra poder ficar hidrata, concordei desde que fosse sem ocitocina. Interessante que eles não aplicaram o soro, de nenhum tipo!

A mão e o cuidado de Deus são incríveis!!! Eu havia feito meu pré-natal todo particular com o doutor Paulo LaRocca. E no corredor do pré-parto encontro com quem? Meu GO!!! Eu só disse: Oi Dr. Paulo, to com 8 dedos de dilatação. Ele ficou feliz e eu perguntei se ele ia fazer o meu parto, ele disse que não sabia, mas podia ser ele ou outra médica.

As enfermeiras pediram para eu sossegar dentro da minha “gôndola” de pré-parto, pois eu ficava caminhando para lá e para cá. Então tive que sossegar.

Lembro de estar usando apenas uma camisola oferecida pela maternidade. Eu estava derretendo de calor e meu marido tremendo de frio, porque segundo ele, o ar condicionado estava muito gelado. Mas tudo é tão intenso que a vontade que eu tinha era de ficar sem a bendita camisola, de tão calor que estava para mim.

Meu médico perguntou se eu queria anestesia, todo sorridente. Eu falei que NÃO E NEM EPISIO. Assim mesmo episio. Aquele  momento que você nem pensa direito sabe. Não me liguei que talvez não devesse ter falado tão informal. Talvez deveria ter fingido que não sabia o nome do corte na região do períneo? Mas enfim,

Voltando…

A médica do lado dele, que era uma pessoa muito querida, disse: “Essa é guerreira, não quer anestesia e nem episiotomia”.

Depois disso, a médica disse que tinha que furar minha bolsa, porque eu já estava com 9 cm. Eu falei que eu não queria, mas ela disse que ia ser mais rápido. (Palavras de sedução para uma pessoa com dor, viu!) Como a agonia nos quadris estava grande eu deixei. A agonia continuou, claro, mas logo eu estava com 10.

Aí meu médico perguntou se eu queria ir pro banho, (achei tarde, mas que seja) eu falei que podia ser. Mas a médica disse que ela tinha estourado a bolsa e que o bebê tava baixinho. Então eles começaram a me incentivar/ensinar a fazer a força… nossa… trabalhoso isso…

Relato de nascimento do Cauê

Logo fomos pra sala de parto. Não contei quantas forças eu fiz pro nascimento dele. Mas os médicos iam me ajudando a administrar a força para tornar a saída dele mais fácil e não me machucar, visto que eu não queria episiotomia.
Lembro que em uma das últimas forças eu abri o olho e meu milagre estava terminando de sair de mim. FOI INCRÍVEL!!! A médica disse respira fundo para o teu bebê e eu a obedeci. Ouvi o choro de fundo. Cortaram o cordão umbilical e colocaram ele em cima de mim. Ele nasceu limpinho e sem cara de joelho… kkkk…

Quando colocaram ele em mim, o choro parou…. lindo demais!!!

Cauê nasceu dia 08/12/09 às 21:57 pesando 2955 kg e 46 cm, Apgar 9/9.

Detalhes extras

O meu médico do pré-natal particular, estava do meu lado durante o meu parto. A médica até chegou a perguntar se ele queria fazer o parto, mas ele preferiu ficar me dando apoio ali do lado. Sinceramente, ele foi fundamental para que o parto acontecesse daquele jeito. Ele foi essencial na hora das forças. Porque chegou uma hora que parecia que eu não iria conseguir fazer direito. Ele parou tudo e me fez olhar para ele e prestar atenção às suas instruções. Depois disso, foi bem mais tranquilo o nascimento.

Para quem pensa em ter parto normal, eu recomendaria caminhar muito. Tenho plena certeza que isso me ajudou no meu trabalho de parto, para evolução da dilatação e na recuperação pós-parto.
Leiam muito sobre o parto, relatos de partos e etc. Inspirem-se e empoderem-se.

Escrevam seus planos de parto.

Como vocês podem ver, não era porque as contrações estavam juntas que eu ia ganhar em casa. Cheguei lá perto das 20 horas e ganhei o Cauê quase duas horas depois.

Mãe do Cauê e da Catarina, esposa do Diogo Petermann. Casada há 11 anos. Apaixonada por brigadeiro de panela, pipoca e Grey’s Anatomy!
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