As boas práticas de atenção do parto normal

O nascimento é um evento fisiológico e familiar, um momento de grande expectativa, regado de dúvidas, ansiedade, medo, mas também de grande espera, de amor, de cura e decisões.

No Brasil a medicalização do parto, o uso indiscriminado da ocitocina no Trabalho de parto, as intervenções desnecessárias e sem critérios, os altos índices de nascimentos por cesariana tornou-se um grande problema de Saúde pública. A OMS estimou que, em 2013, aproximadamente 289.000 mulheres no mundo perderam a vida durante a gravidez, parto e puerpério, com uma taxa de mortalidade global de 210 mortes maternas para 100.000 nascidos vivos.

O surgimento

As práticas baseadas em evidências científicas é um processo que promove a solução de problemas da assistência à saúde pela tomada de decisão clínica baseada nas melhores evidências. As boas práticas de Atenção ao Parto e Nascimento são recomendadas pela OMS Organização Mundial de Saúde desde 1996, contribuindo para diminuição das elevadas taxas de mortalidade materna e neonatal. O Ministério da Saúde instituiu a Rede Cegonha em 2011, onde apoia e incentiva através de suas diretrizes a adoção das Boas Práticas na Assistência Obstétrica.

As Boas Práticas de Atenção ao Parto Normal foram classificadas em quatro categorias, segundo utilidade, eficácia e risco, para orientar a conduta do profissional:

  • A) as demonstrativamente úteis e que devem ser estimuladas;
  • B) as claramente prejudiciais ou ineficazes e que devem ser evitadas;
  • C) aquelas com poucas evidências e que devem ser utilizadas com cautela; e
  • D) as que frequentemente são utilizadas inapropriadamente.

Dentre as boas práticas como:

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  1. ter um acompanhante de sua livre escolha no parto;
  2. a presença da Doula;
  3. a adoção de boas práticas por médicos e enfermeiros;
  4. beber e comer durante o trabalho de parto;
  5. ficar na posição que a gestante se sentir mais confortável para parir;

Adoção de medidas não farmacológicas para alívio da dor como:

boas práticas

  1. Banho de chuveiro ou banheira;
  2. Caminhar durante o trabalho de parto;
  3. Uso da bola suíça;
  4. Agachar;
  5. Uso da banqueta, massagem, musicoterapia, e outras medidas de conforto reduz o stresse  traumático durante o trabalho de parto e parto, reduz o tempo de trabalho de parto e necessidade de analgesia para a alívio da dor, contribuindo para um parto seguro e o nascimento de um bebê saudável e feliz.

Ao nascer

  1. O contato pele a pele com a mãe,
  2. O corte tardio do cordão umbilical (3 a 5 minutos),
  3. Amamentação na primeira hora de vida são fundamentais para garantir a vitalidade e funcionamento dos sistemas do recém nascidos.

Visite a maternidade antes do parto. Procure se informar se a instituição ou o profissional que irá assisti-la tem a garantia das boas práticas para um parto seguro e humanizado. Lembrem-se:  informação é a melhor ferramenta de prevenção da Violência Obstétrica e um Nascimento seguro.

Enfermeira Obstetra Mestre em Saúde e Meio Ambiente Membro da Equipe Bem querer – Parto Domiciliar Planejado.

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