Como escolher o pediatra do seu filho

A escolha da pediatra é muito importante não apenas para o bebê, mas também para a mãe. Porque é necessária uma análise do profissional de forma geral, suas competências e até mesmo sua disponibilidade para atender na hora de uma emergência.

A busca pelo profissional da saúde que irá atender seu filho pode começar de várias formas, guia médico de plano de saúde, indicações seja de amigos ou do ginecologista, um anúncio de jornal. Enfim, as fontes são várias e agora você vai precisar selecionar quais serão dignos de agendar uma consulta para conhece-los. Será que o médico “bambam” da cidade vale a pena? E quando ele estiver com o consultório cheio, irá para atender sua desesperada ligação?

5 Dicas para escolher o pediatra

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  1. Histórico profissional: pesquisar sobre o pediatra é bem importante. No Google é possível conhecer bastante da vida deles. Se existe envolvimento em processos, se são envolvidos com a comunidade e inclusive em quais ambientes ele trabalha como hospitais, pronto atendimentos e etc.
  2. Indicação: Ainda acredito que esse filtro é bem importante. Uma amiga ou parente que já teve experiência com aqueles profissionais selecionados poderão oferecer um parecer geral de como é o atendimento dele com as crianças.
  3. Consulta prévia: Se você está buscando um pediatra antes do nascimento do seu filho é ótimo. Até porque as primeiras consultas ocorrem logo na primeira semana e primeiro mês. Já é bom saber onde você irá levar seu filho. Agendar uma consulta antes do bebê nascer, além de poder conhecer o profissional, já poderá tirar algumas dúvidas. Conhecer a sala de espera, compartilhar informações com as mães que estão lá, também pode ser interessante para saber quais os pontos positivos e negativos do pediatra.
  4. Disponibilidade: Nesse momento você vai compreender como funciona a política para o médico atender e retornar suas chamadas. Para mim, médico que passa o telefone pessoal para emergência, de zero a dez, merece nota 8. Se ele atende as ligações de emergência, sobe para 9. Agora se ele se demonstra disposto a ir para uma emergência verificar como está seu filho, é nota máxima, sem dúvida. Tiro por mim, tenho o telefone de alguns médicos, mas não fico toda hora incomodando eles com dúvidas, somente quando o negócio está punk e não sei mais o que fazer. Além da disponibilidade de telefonar, acredito colocar em pauta horários de atendimento, não adianta ser excelente profissional, mas não ter horários para atender a você e seu filho.
  1. Senso investigativo: É aquele médico que olha para o seu filho e tenta conhecer e entender mais sobre ele. Solicita exames (não desnecessários), dá instruções, receita medicamentos adequados, orienta como pode ser tratado em casa além das medicações, que providencias tomar. Um exemplo eu até citei no post sobre: Como tratar assaduras em bebê, o médico deu uma dica simples.

Como identificar se o pediatra vai atender às suas necessidades?

Acredito que com duas ou três consultas é possível medir como será essa relação com o pediatra do seu filho. Somos todos humanos e passíveis de erro, claro. Contudo, esperamos que o pediatra seja pelo menos atencioso, cordial, pontual.

Um profissional que nos olhe nos olhos, seja firme em relação aos diagnósticos e correto na hora de indicar uma medicação. Existem doenças que são complicadas de serem detectadas e merecem uma investigação melhor e talvez mais tempo de conversa e explicações com o profissional.

Lembre-se: você pode não acertar na escolha do primeiro pediatra. Continue buscando e logo você vai encontrar o profissional que lhe passará a segurança necessária para que seu filho tenha o devido acompanhamento que merece. Também é importante colocar na balança que ele pode ser até um pediatra legal, simpático com você, mas o senso investigativo dele é muito fraco e leva tudo como “tudo certo”. Escolha um pediatra para o seu filho que você sinta firmeza no diagnóstico!

A minha experiência

Passei por essa experiência de levar no pediatra porque gostava dele, uma pessoa muito bacana. Sempre fez todos os testes necessários com a Catarina e o seu crescimento estava tudo de acordo. Mas na primeira vez que ela ficou resfriada, não senti firmeza em relação à medicação. De qualquer forma coloquei em prática tudo que ele receitou e ela não melhorou.

Como já não estava 100% confiante antes, achei melhor levar em outro que estava de plantão no Pronto Atendimento da cidade. Excelente profissional, atencioso, examinou, pediu os exames necessários, no outro dia apresentei o laudo para ele, e graças à Deus não era nada grave.

Mas receitou uma outra medicação e ela melhorou. Agora, quando preciso não volto mais naquele anterior. Esse novo pediatra, às vezes, é muito duro (com as mães), mas ele faz isso pelo bem-estar da saúde da criança e sinceramente, eu admiro isso nele!

A nossa insegurança como pais de primeira viagem

Para muitos, essa ainda é uma opção. Existem cidades que o atendimento pelo Sistema Único de Saúde funciona e muito bem. Nós sabemos que não é em todos os lugares, de forma utópica, seria bem interessante que na prática a saúde pública fosse definitivamente a melhor opção.

Voltando ao assunto, o Cauê fez todo seu acompanhamento em uma pediatra no SUS. Pessoa querida, atenciosa, que nos atendia várias vezes na mesma semana, inclusive. Vamos analisar: pais de primeira viagem, morando sozinhos na cidade, sem nenhum casal amigo com quem dividir preocupações e dúvida, só podia sobrar para a pediatra. Inclusive compartilhei sobre isso na história do Mamãe & Cia.

Ela foi nosso alicerce! Nos ensinou muitas coisas, resolveu várias dúvidas e sempre nos aconselhou a primeiro procurar por ela no posto de saúde e em apenas casos de extrema emergência leva-lo para o hospital.

Até achar o melhor pediatra para a Catarina

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Com a Catarina estava em dúvida com relação ao pediatra, não sabia como seria o atendimento, a facilidade de agendar consultar e a figura do médico em si, isso porque estávamos em uma nova cidade.

Como comentei antes, o primeiro pediatra não tinha um senso investigativo muito bom e era muito tranquilo. Fiz todo acompanhamento de crescimento dela com ele e sempre estava dentro do crescimento x peso, adequados para a idade. Não é o tipo de médico que eu recomendaria, mas ele foi suficiente, sabem o que quero dizer?

Quando ela ficou doente e precisei de verdade de um profissional com um perfil mais investigativo, encontrei dois: um que analisa de forma geral a saúde deles, e outra dermatologista. Considero isso uma bênção. Até porque os dois sempre tem horários disponíveis, são atenciosos, expliquem, ensinam, compartilham experiências e tem amor no que fazem.

Analise seus principais requisitos

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O que quero contar com essas minhas experiências com os pediatras da rede SUS é que existem profissionais e profissionais. Mas acredito que não apenas na saúde pública, infelizmente, ouvimos algumas histórias não muito agradáveis na saúde privada.

Existem profissionais dispostos de coração a exercerem suas profissões de acordo com o juramento feito, como vocação de ajudar as crianças a terem uma saúde plena. Muitas vezes isso nos leva a uma busca um pouco mais demorada, outras vezes temos a sorte de encontrar de primeira.

Não existe bola de cristal para dizer se esse ou aquele pediatra é o melhor pediatra para o seu filho. Você precisará conhecer e vivenciar com o seu trabalho. Assim poderá argumentar e concluir estar ou não satisfeita com as recomendações que ele faz. Até mesmo se indicaria ou não o trabalho dele.

Como foi a escolha do pediatra do seu filho? Que método vocês utilizaram? Indicação? Plano de Saúde? Quais itens mais pesam na balança de vocês quando escolheram???

 

Mãe do Cauê e da Catarina 🙂




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