Autoestima da criança

A autoestima é algo que influencia na maneira como nos vemos e como os outros nos vêem, pois ela está envolvida absolutamente em todos os campos da vida. Algumas pessoas tem sua autoestima prejudicada durante todo o decorrer do seu desenvolvimento. E como ela se desenvolve a partir da infância, é fundamental falarmos sobre o impacto da autoestima da criança em sua vida.

Conceito de autoestima

menina espelho autoestima

Autoestima é o conceito que uma pessoa tem de si mesma, como se avalia. Pode ser definida como a forma que enxergamos a nós mesmos. Ela expressa o quanto nos respeitamos e nos queremos bem, e isso é refletido nas situações em que nos colocamos e nas decisões que fazemos para nós mesmos.

Já a autoimagem é a visão que uma pessoa tem de si mesma, levando em conta experiências que passou, circunstâncias presentes e expectativas futuras. Pessoas com autoimagem negativa tem uma visão pessimista e temerosa diante do mundo e da vida. Enxergam o mundo como uma força que comprime, empurra e esmaga. A imagem do mundo é afetada pelo retrato que temos de nós mesmos.

O desenvolvimento da autoestima da criança

autoestima da menina

A autoestima se desenvolve desde as primeiras experiências da criança e o amor dos pais é o ingrediente básico e a fonte principal. Durante a infância, os pais (ou criadores) da criança precisam lhe dar atenção e reconhecimento. Aos poucos, esses “modelos” vão contando à criança quem ela é e dando parâmetros. Assim, ela desenvolverá sua autoimagem e, consequentemente, seu amor próprio. No entanto, a pessoa que teve essa relação familiar deficitária não recebeu referências suficientes de si mesma e, como resultado, não consegue se enxergar de forma plena.

Algumas dicas de como ajudar a criança a desenvolver sua autoestima

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  • Elogie o comportamento e valorize o que a criança fizer. Da maneira como ela souber e conseguir no momento que se encontra no seu desenvolvimento biológico;
  • Foque no esforço que a criança fizer e não no resultado;
  • Evite palavras desencorajadoras, como dizer que a criança é burra, inútil, desajeitada, boba, desorganizada, atrapalhada. Não use estas palavras, pois a criança irá acreditar nisso que você falar, mesmo que tenha dito em momento de raiva;
  • As palavras têm poder: tanto destruidor como para o bem. Se você diz que a criança tem “um gênio muito difícil ou ruim”, é provável que ela o terá realmente, e fará suas próprias interpretações do que isso representa;
  • Dê atenção devida, brinque, crie atividades, tire tempo para estarem juntos (sem influencia de celulares, televisão, computador);
  • Corrija os erros, mas de forma afetiva, para que ela gere um aprendizado e não culpa;
  • Demonstre confiança, valide suas emoções e respeite o que ela tem a dizer;
  • Não faça comparações com irmãos, primos ou amigos. Cada criança é única;
  • Se a criança se queixar de ter medo, de não conseguir, de ser feia, logo que ela fizer isso, afirme o contrário. Pergunte quem lhe disse isso, onde ouviu tal comentário. Tente diferenciar com ela o que é a opinião dela mesma e o que é a opinião do outro, e qual o motivo por ter ouvido isso;
  • E o mais importante: seja o exemplo!  Não se xingue, vitimize, menospreze. A criança irá aprender como falar de si mesma também da forma que os pais falam de si mesmos.

A importância do desenvolvimento saudável da autoestima da criança

Autores afirmam que a construção de uma boa autoestima surge como alicerce de força de vida. Está profundamente associada à resiliência, ou seja, à combinação entre flexibilidade e força para enfrentar os obstáculos, à criatividade para encontrar saídas, à visão otimista, à esperança, à fé e ao cultivo da alegria pelas coisas simples. Com isso, amplia-se a capacidade amorosa, permitindo a celebração da vida e a possibilidade de sonhar. Acreditar em si mesmo, em sua força, em suas possibilidades de ser bem-sucedido, é ingrediente básico da autoestima. Pois isso irá influenciar o grau de autodeterminação e confiança em si mesmo.

CRP 12/13845 Psicóloga Clínica, cursando Especialização e Pós-graduação em Psicodrama pela Locus – Florianópolis/SC. Conta em seu currículo cursos e palestras nas áreas de Desenvolvimento Infantil, Neuropsicologia, Estresse e Psicologia. Atua com crianças, adolescentes e adultos em Jaraguá do Sul/SC. Realiza palestras e orientações para pais.