Problemas com a amamentação? Compreenda e supere eles

O Ministério da Saúde sempre está desenvolvendo várias campanhas de incentivo a amamentação. Isso porque é um gesto muito importante, pois ele gera vínculo entre mãe e filho. Em meio aos problemas com a amamentação é necessário persistir. Por mais que o desânimo tente você a ceder à fórmula infantil, persista. A saúde emocional e física do seu filho agradece.

Problemas com a amamentação

Os problemas com a amamentação mais recorrentes são rachaduras no bico do peito, seios empedrados e “pouco leite” e “leite fraco”. No geral são esses que as mães relatam e abaixo quero discorrer um pouco sobre eles e tentar clarificar essas dúvidas e até mesmo motivos de abandono do aleitamento materno.

Rachaduras no bico do peito

problemas com a amamentação

Quando as rachaduras acontecem é motivo de muita dor e choro para as mamães. A melhor maneira é prevenir o surgimento delas. Para o nascimento do meu filho Cauê, preparei meu peito com buchas. Não foi fácil, porque uma dos meus sintomas mais fortes dessa gravidez foi a dor no peite. Mas fiz isso todo banho até o nascimento. Não tive maiores problemas com isso depois e acredito que ajudaram a tornar o meu peito mais resistente.

Conversando com uma amiga e especialista aqui no blog, Suellen Souza, preparou o peito para a amamentação com banhos diários de sol. Ela relatou sua experiência também aqui no blog. Eu acredito que ajudou muito para a resistência da pele e também para a cicatrização das rachaduras no bico do peito que ela acabou tendo.

Contudo, a melhor e mais efetiva solução desse problema de amamentação é a pega correta do peito da mãe na hora que o bebê for mamar. Na pega correta do peito, o bebê não pode pegar apenas o bico do peito. Ele deve pegar boa parte da auréola junto. É como se fizesse um “C” com a boca no peito da mamãe. Dessa maneira, o bebê irá conseguir sugar quantidades suficientes e eficientes para sua saciedade e crescimento.

Solução para as rachaduras no bico do peito da mãe é passar leite materno na pele e esperar naturalmente. Não é preciso passar pomadas ou cremes. Melhor evitar os absorventes e as conchas de amamentação. Elas podem piorar a situação. Passe o leite materno na bico e na auréola e deixe secar, antes de guardar o peito sabe. Assim também evita que o peito molhado grude no sutiã de amamentação. Sei que tem lugares que nem sempre é possível fazer isso. Mas o cuidado deve ser no geral e não na exceção, não é mesmo?

Contudo, se o problema persistir, procure o banco de leite mais perto de você, ou então, retorne na maternidade, ou consulte um especialista em amamentação. A melhor alternativa é você estar informada corretamente. Não ceda à pressões externas.

Leite empedrado

Quando usamos essa expressão “empedrado” é a sensação exata de que dentro do peito existe várias pedrinhas super doloridas. O peito fica grande, dolorido, pode ficar quente e até mesmo dar febre em você. Eu tive isso com os meus dois filhos, mas não chegou a virar mastite. Porém, além do desconforto o bebê não consegue mamar porque não pega ou não sai leite.

Se você sentir o que eu descrevi acima a melhor maneira do seu peito voltar ao “normal” é fazendo uma massagem circular ao redor de todo peito. Depois, realizar a ordenha manual. Esvaziar um pouco antes de oferecer novamente para o bebê.

Para que não volte a se repetir essa situação, a melhor solução é você oferecer o peito em livre demanda para o bebê. Assim ele sempre estará esvaziando o peito. E a medida que o tempo passa, a produção começar a estabilizar de acordo com a necessidade do bebê.

Se você sentir que o leite ainda está empedrado, recomendo procurar ajuda novamente, seja do Banco de Leite Humano. Quem sabe lá você pode conversar com eles sobre doação do seu leite materno para os bebês prematuros, que tanto precisam desse poderoso alimento.

Pouco leite

Esse é um dos problemas com a amamentação mais comuns na opinião popular. Mas não existe receita milagrosa, nem cerveja preta que vá aumentar a produção do seu leite tanto quanto amamentar o seu filho. A frequência na amamentação é importante para garantir a produção, pois a sucção é o maior estímulo. Por isso, tantos hospitais incentivam a amamentação logo na primeira hora de vida do bebê. Quanto mais o bebê suga, mais leite a mãe irá produzir.

Não fique neurótica com o seu leite. O acompanhamento ao pediatra regularmente irá dizer se o seu filho está mamando a quantidade adequada. Observe o sono do bebê, tempo de mamada e nas consultas se ele está ganhando peso. Dessa forma, pode ficar tranquila. Qualquer dúvida, exponha para o pediatra que ele irá te auxiliar.

Leite fraco

mae segurando a mao do bebê

É um mito quando dizem sobre leite fraco. Isso não existe e por isso você pode ficar tranquila. A cor do leite pode ser diferente. Normalmente, o leite não desce logo que o bebê começa a mamar. O primeiro leite é chamado de colostro e ele tem um aspecto amarelado. Ele é fundamental, pois como disse, é considerado como a primeira vacina do bebê. Através desse leite chamado colostro, o bebê irá receber vários anticorpos da mãe. Isso vai tornar o seu sistema imunológico mais forte para combater doenças, mesmo ele sendo tão frágil.

Nem todo choro do bebê é por fome. Não crie a cisma que o seu leite não está sustentando o bebê. Nos Saltos de Desenvolvimento, eles tendem a ficar com mais ou menos fome, mais irritados, chatos e até perdem o sono com facilidade. Ou então, se o seu bebê tem no máximo 3 meses, ele ainda está no período de exterogestação. Exterogestação é um período que o bebê ainda acredita estar ligado à mãe. Por esse motivo, ele necessita muito mais de colo que uma criança de 1 ano, por exemplo.

Você é mãe e é capaz de nutrir o seu filho durante os primeiros seis meses de vida. Não permita que os problemas com a amamentação atrapalhem  o até mesmo impeçam que você seja a única fonte de alimento dele. Acredite e defenda essa ideia.

Mãe do Cauê e da Catarina 🙂




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