Liberdade e respeito para ser mãe do meu jeito

 

Sei que tem muitas mamães como eu, que já se incomodaram e se estressaram com a opinião alheia sobre o modo de criar seus filhos. Achei o tema pertinente quando vi  a blogagem coletiva aqui. Gostei e resolvi participar. Num cada vez mais informatizado e atualizado, mas mães procuram liberdade e respeito para ser mãe do seu jeito.

Respeito para ser mãe à moda antiga

Se pararmos para pensar um pouco, nas gerações passadas o conhecimento era transmitido de geração em geração, de pessoa a pessoa. Era dessa forma que funcionava. Era assim que as mães aprendiam a cuidar do novo filho, cheias dos costumes e crenças, às vezes até em demasia, certo? Entretanto, era desse jeito e todo mundo obedecia e seguia os conselhos da mãe, da avó, da tia, da prima, da cunhada, da vizinha, etc.

Dessa maneira, a sociedade perpetuou e muitas culturas sobreviveram por conta desses costumes que era passados de gerações em gerações.

Fico imaginando como é difícil para elas se adaptarem a nova realidade. Uma geração de mães que trabalham fora, dão conta da casa e ainda aprendem muito sobre como criar os filhos na internet.

É muito complicado para as gerações passadas nos entenderem, deixarem que criemos nossos filhos do jeito que acreditamos, por isso é preciso muito cuidado e zelo ao comunicar-lhes que não acreditamos naquilo e que preferimos andar por outro caminho.

Essas novas mães tem suas respostas na ponta do dedo e que acabam ignorando os conselhos antigos. Porque? Porque eram tão ruins assim?

Respeito para a ser mãe no século XXIrespeito para ser a mãe

Deixamos de ser alienadas, tomamos consciência, lemos e aprendemos. Quando surgem dúvidas, corremos atrás de informações que nos saciem, que satisfaçam a maneira que escolhemos de educar nossos filhos.

Mas ao mesmo tempo que vejo a tecnologia invadindo os lares, vejo um movimento contrário. Pais que estão querendo praticar slow parenting e desacelerar dessa rotina frenética. Mães que perceberam que os conselhos da avó ainda podem ser aplicados, talvez não num todo, mas uma parte.

Pais e mães que procuram conversar com as outras gerações e explicar porque é importante não oferecer açúcar para as crianças até os 2 anos de idade. A geração das avós e bisavós podem até estar um pouco perdida nessa louca internaútica que essa nova geração de mães vive, mas elas continuam querendo ajudar.

Descobri a duras penas que muitos conselhos que ignorei com meu filho mais velho, poderiam ter sido praticados e que talvez teria sido melhor, como por exemplo o bico que não dei.

Acredito sim, que muitos lares o diálogo é complicado e que explicar algumas posições com relação a educar o seu filho da sua maneira pode causar estresse. Acredite, eu já estive no seu lugar e às vezes eu ainda me encontro nele.

Você tem total direito de criar seu filho do seu jeito. Ninguém te proibe disso! Mas como falei, não vai ser a base de guerra que vai dar certo isso!

Respeito e amor para os filhos

 

Mais importante que criar os filhos em um ambiente dividido é oferecer-lhes amor e segurança. Aprender ouvir os conselhos, mesmo que não seja o que você gostaria de ouvir. Respirar.

Seus filhos estão aprendendo contigo.

E como você quer que ele reaja quando estiver maior, você quer que ele te enfrente ou que te respeite? Você até pode dizer “Da minha filha cuido eu!” Mas será que você vai querer ouvir isso do seu filha no futuro?

Ensine-o desde pequeno a valorizar as pessoas mais velhas. 

Lembre-se quando se sentir incapaz, peça a Deus orientação. Ele está sempre disposto a te ouvir e te ajudar.

E vocês, como se comportam com a opinião alheia na educação dos seus filhos? Vocês acham que falta respeito para ser mãe nos dias de hoje?

 

Texto criado em 14 de junho 2012 e atualizado em 10 de novembro de 2017

Mãe do Cauê e da Catarina, esposa do Diogo Petermann. Casada há 11 anos. Apaixonada por brigadeiro de panela, pipoca e Grey's Anatomy!

6 thoughts on “Liberdade e respeito para ser mãe do meu jeito

  1. Cristiane says:

    Depois que eu soube que a geração da minha avó era ensinada pelos pediatras a enrolar os bebês porq engatinhar era prejudicial, eu não falo mais nada. Faço o que acho certo e, daqui a alguns anos, minha neta deve ficar horrorizada com o modo que criei a mãe dela. É a vida que segue. =]

  2. Marcela lusia says:

    É isso ai querida não precisamos de manuais de instruções,conselhos sempre é bom mais quem decide usa-lo sou eu!
    to te seguindo!
    se quiseres deixo um convite para visitares o meu!
    beijokas

  3. Ana says:

    Ignoro completamente. Rs
    Não tenho mais ouvidos para esses pitacos.
    Eu mesma leio, eu mesma busco informações, tiro minhas conclusões e sigo de acordo com minha realidade.
    Ajudar todo mundo um dia pode precisar.
    Mas impor conceitos, e regras de como criar o seu filho aí é outra coisa.
    Beijos!

  4. Carol Liôa says:

    é verdade amiga! ñ tinha pensado assim, antigamente todos os conselhos eram bem vindos, ate os mais absurdos, que só sabemos hoje em dia né rsrsrsrs mas da raiva a pessoa q impoem, “tem q fazer isso, ela quer aquilo” da uma raiva ainda mais quem vem com “eu trabalho com crianças e sei que isso ñ é bom, faz mal, q ela quer isso blá, blá, blá” af, ninguem merece né? bjs

  5. Aretusa Reis says:

    Opiniões, conselhos e até críticas são bem vindas, mas tudo tem limite! E tem sempre a hora que aqui quem manda sou eu!! Adivinha com quem aprendi isso? Meus pais, então tá, né?
    Bijocas,
    Aretusa, mamãe da Doce Sophia

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