Bullying – Uma forma de violência

Certamente, você já ouviu falar nessa palavra, Bullying, e talvez vai se identificar ou conhecer alguém que já passou por essa situação.

O termo é novo, mas a prática é antiga. Bullying é uma palavra de origem inglesa, sem tradução para a língua portuguesa, mas está relacionada a comportamentos agressivos no âmbito escolar praticados por crianças e adolescentes.

Esses atos de violência ocorrem de forma intencional e repetitiva contra um ou mais alunos, que por algum motivo se encontram impossibilitados de fazer frente as agressões sofridas. Essas agressões, que podem ser físicas ou verbalmente não tem uma razão ou motivo especifico, o agressor – chamado também de bullies – faz de forma intencional para provocar humilhação, intimidação, dor, poder e amedrontar as vítimas.

Formas de bullying

  • Verbais: onde a pessoa insulta, ofende, fala mal, coloca apelidos pejorativos, e fica tirando “sarro”.
  • Física e/ou material: onde a pessoa pode bater, empurrar, beliscar, roubar, furtar ou destruir pertences da vítima.
  • Psicológica e moral: onde tem humilhação, exclusão, discriminação, intimidação, difamação e até chantagens.
  • Sexual: que engloba abuso sexual, assédio, insinuações e violentar.
  • Ciberbullying: que se dá no ambiente virtual e é realizado por meio de ferramentas tecnológicas como celulares, filmadoras, internet, entre outros meios.

O bullying pode trazer um sofrimento psicológico muito grande. Esse termo se refere ao que acontece dentro das escolas, mas essa forma de violência pode ocorrer em outros contextos também como no trabalho ou em outros tipos de relações com as demais pessoas de convivência ou familiares.

Às vezes pode até começar em casa, quando os pais começam a chamar sem querer por nomes pejorativos e não observam o impacto que isso pode causar na vida da criança.

Quais as consequências do bullying?

bullying

O bullying ainda pode trazer algumas consequências como depressão, ansiedade, anorexia, bulimia, fobia social, fobia escolar entre outros transtornos. Sem contar na influência da autoestima e autoconfiança, que sabemos que primordial para o desenvolvimento emocional positivo do ser humano. Em casos mais graves homicídio, suicídio e esquizofrenia.

A autoestima está relacionada com a forma de enfrentamento às consequências do bullying. Se tivermos uma boa autoestima e a saúde emocional equilibrada, é possível estar consciente do que está sendo agredido, caso o bullying seja verbal, e o quanto que isso afetará a vida, bem como construir sua identidade social na forma de uma cidadania plena.

A identificação precoce do bullying pelos responsáveis (pais e professores) é de suma importância. As crianças normalmente não relatam o sofrimento vivenciado na escola, por medo de represálias e por vergonha.

A observação dos pais sobre o comportamento dos filhos é fundamental, bem como o diálogo franco entre eles. Os pais não devem hesitar em buscar ajuda de profissionais da área de saúde mental, para que seus filhos possam superar traumas e transtornos psíquicos.

Psicóloga formada pela Uniasselvi/Fameg – Guaramirim e com pós graduação em Avaliação Psicológica pela Faculdade Guilherme Guimbala (FGG) – Joinville.
CRP 12/11041
Possui experiencia na área de psicologia organizacional, e atendimento psicológico/psicoterápico com crianças, adolescentes e adultos. Atualmente trabalha com atendimento clinico para todas as idades, avaliação psicológica em diversos contextos e orientação profissional e de carreira.
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