Meu filho deve ou não fazer terapia?

Olá Mamães & Cia! Meu nome é Bárbara e sou psicóloga clínica, e além de trabalhar com adolescentes e adultos, também atendo crianças. Quando convidada a escrever para o site, pensei nas maneiras de como poderia colaborar com dicas e informações neste período de maternidade e do desenvolvimento infantil. Hoje ela vai trazer uma tema super interessante falando sobre a terapia infantil. Quando que ela é realmente necessária, você saberia dizer?

Pois bem, hoje daremos início a um dos temas que tenho visto e vivenciado frequentemente em meu consultório, que é a dúvida que os pais tem de quando encaminhar seu filho(a) para fazer ou não terapia. Muitos pais me procuram receosos, perdidos e até sentindo-se culpados, estão cheios de duvidas no que se refere a tomar a decisão certa. E é sobre isso que irei falar no texto de hoje.

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É natural os pais questionarem-se sobre o momento em que devem procurar ajuda profissional para lidar com dificuldades que surgem no decorrer do desenvolvimento da criança. Sempre digo para os pais dos meus “pacientinhos” (como carinhosamente me refiro às crianças que atendo) que com certeza seria bem mais fácil se eles viessem com um Manual de Instruções. Mas isso não acontece, afinal, cada criança é única. Dessa forma é que deve ser tratada também, respeitando seu tempo de desenvolvimento, sua personalidade e  limitações.

Neste sentido, temos o auxílio do conhecimento científico, ele contribui não só para a identificação de alguns preceitos básicos e fundamentais de cada etapa e faixa etária, mas também para auxiliar os pais na manutenção da saúde emocional e psicológica da criança.

Como profissional é possível observarmos comportamentos na criança que indiquem a necessidade de acompanhamento psicológico, mas os próprios pais podem ficar atentos a alguns sinais. Segundo especialistas, os pais precisam observar mudanças significativas de comportamento. Em maio/2014 a Revista Veja SP publicou 10 sinais que a criança pode apresentar e que justificariam a procura por terapia.

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Fique atento se seu filho começar a apresentar:

  1. Agitação— Mostra alto grau de ansiedade ou tem atitudes como quebrar objetos de propósito;
  2. Agressividade— Grita, esperneia, bate e protagoniza birras, tanto em casa como no colégio;
  3. Alimentação— Passa a comer mais, ou menos, que o usual; em alguns casos, pode deixar de se alimentar;
  4. Aprendizado— Tira muitas notas baixas nas provas e tem queda geral no rendimento escolar;
  5. Comunicação— Não consegue contar uma história do começo ao fim ou explicar como foi seu dia;
  6. Depressão— Chora mais e fica de mau humor; a irritação também é um traço comum na depressão infantil;
  7. Desligamento— Não presta nenhuma atenção no que lhe dizem ou no que está ocorrendo à sua volta;
  8. Medo— Começa a apresentar fobias exageradas e repentinas, sem motivação aparente;
  9. Socialização— Não faz mais amigos, ou se distancia dos antigos, e tem dificuldade para brincar em conjunto;
  10. Sono— Faz xixi na cama (fora da idade em que é natural), range os dentes ou começa a ter pesadelos frequentes;

E lembre-se, em caso de dúvida, sempre procure um profissional.

Para finalizar gostaria de salientar algo que sempre falo e oriento aos pais dos meus “pacientinhos”: não existe pai ou mãe perfeito, mas existe o melhor pai e a melhor mãe que você pode ser! Por isso, acima de tudo, o amor pelos pequenos é sempre o melhor caminho!

Se você tem alguma duvida, curiosidade, sugestão de tema, manda pra gente que ficarei feliz em escrever sobre e colaborar. Até a próxima!

CRP 12/13845
Psicóloga Clínica, cursando Especialização e Pós-graduação em Psicodrama pela Locus – Florianópolis/SC.
Conta em seu currículo cursos e palestras nas áreas de Desenvolvimento Infantil, Neuropsicologia, Estresse e Psicologia. Atua com crianças, adolescentes e adultos em Jaraguá do Sul/SC. Realiza palestras e orientações para pais.




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