Terrible two – Adolescência dos bebês

A fase dos Terrible two é estranha e difícil, para a criança e para os pais. Simplesmente do nada, parece que nada do que até em então estava bom, não está mais bom. Uma criança boazinha pode se tornar birrenta, desafiadora, ter ataque de choros e gritos pelo menor motivo e ser resistente a um pedido dos pais, essa é a fase dos “terrible two” ou também conhecida como adolescência dos bebês. Até mesmo o sono pode ser modificado nessa fase. Então se você tem um filho com idade entre 18 meses e 4 anos, pode se identificar muito com o que disse aqui.

É uma fase, vai passar!

terrible two

O comportamento da criança tem mudado porque ela está descobrindo como funciona o mundo, e ela acha que é o centro do universo e sabe que dependendo do comportamento que ela tiver vai conseguir chamar sua atenção. Certamente, você também já ouviu: “Eu quero! Eu queeeerooo! Eu quero!” assim em sequência insistente e quando consegue, não quer mais. Para nós adultos é estranho, mas é assim mesmo, eles querem e não querem. Na verdade, só querem nossa atenção.

A autora do livro Como educar seu filho com limites e amor, Maria Luisa Ferrerós explica que “os primeiros três anos de vida de uma criança são os mais alucinantes, por conta da quantidade de mudanças e aprendizados que ocorrem, mas, em contrapartida, são os mais absorventes em termos de tempo e energia. Para aqueles que investem todo o seu esforço – os pais -, parece que não acaba nunca e custa ver o que a criança aprende no dia a dia.” Ainda em seu livro ela destaca que “o nascimento da inteligência se apoia, durante esses três primeiros anos de vida, na área sensorial e motora”.

Diante disso, qualquer pai e mãe vai parar e pensar quando seu filho tiver um chilique nessa fase, ou não? Então, nossa regra de ouro deveria ser AMOR! É o que eles mais precisam para crescerem saudáveis. Amar não significa não disciplinar, não corrigir e para isso precisamos dialogar.

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Como lidar com a criança na fase do “terrible two”?

Quando a criança se comportar de maneira inadequada, a primeira coisa é se abaixar na altura da criança e explicar que o que ela fez é errado e que se voltar a fazer terá alguma consequência (que você deve citar qual será!). A criança precisa conhecer os limites. Não devemos incentivar a criança com atitudes violentas como bater ou beliscar, por exemplo. Lembre-se que eles são esponjinhas e aprendem tudo conosco, se tivermos atitudes agressivas ela provavelmente manifestará também.

Se o chilique foi porque quer alguma coisa, procure resistir a chantagem emocional. Procure compreender ela e conversar é o melhor caminho. Talvez tenha que esperar ou trocar o brinquedo que ela quer. Quando a gente tem dois filhos, é comum que menor queira o brinquedo do maior. Nesses momentos, tento negociar uma vez com cada um.

Segundo, se a primeira não funcionou, é desfocar daquele comportamento. Passear com a criança, mostrar outro brinquedo ou a rua, até ignorar a birra está valendo (desde que a criança esteja em um lugar seguro). Os shows que não tem plateia não duram muito tempo, guarda isso com você.

As crianças nessa idade são muito doces e amadas. Nessa fase dos “terrible two“, elas estão procurando explorar o que seu corpo permite. Aprendendo a lidar com a individualidade e o coletivo. Também estão testando os seus próprios limites, até onde a mamãe e o papai deixam eu ir sem ter consequências. É preciso pulso firme e uma dose a mais de paciência. Lembre-se do mantra da maternidade “vai passar” e quando passar você vai sentir falta daquele toquinho de gente ao seu redor falando “mãe, mamãeeee, manhê” pela casa toda.

Mãe do Cauê e da Catarina 🙂




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