Logo eu? O meme invadiu a maternidade também

Segundo o site Huffpost Brasil a internet elegeu o meme para 2017 como “Logo eu” e o Twitter simplesmente está bombando com a hashtag. Uma brincadeira que está fora de controle e simplesmente um mais criativo que o outro. Uma imagem, publicada pela Revista Crescer no Instagram dizia: “Quiseram me explicar como criar meu filho, logo eu? A mãe!” me fez parar para refletir sobre essa frase.

Tem muita gente que idealiza a maternidade. Ops, eu idealizei a maternidade!!! Hahaha… Sonhando que o filho vai dormir à noite inteira, apesar da vizinha contar que o filho dela não dormiu uma noite inteira até os 2 anos de idade (isso aconteceu comigo), que amamentar será simplesmente colocar o peito na boca bebê e ele vai sugar como se já nascesse sabendo. São expectativas versus realidade materna. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Logo eu? A rainha dos pitacos

logo eu

Por outro lado, existe a opinião da pessoa alheia, que não necessariamente seja uma pessoa conhecida e amada por você. Pode ser simplesmente a pessoa da sua frente na fila da lotérica. Eles têm opinião sobre tudo: pouco ou muito cabelo, barriga pontuda ou larga, simpatias para saber se é menino ou menina, se o bebê está chorando deve ser fome, porque se você dá de mamar e o bebê não para de chorar deve ser porque seu leite é fraco, etc. Infelizmente, não para por aqui, com certeza você pode acrescentar uma infinidade de assuntos em que as pessoas metem o bedelho.

Logo eu? Que tenho amigas para rir e chorar

Mas nem todo pitaco é ruim ou é para prejudicar. A comunidade materna é muito unida, e acredito que quanto mais nos tornamos unidas melhor e mais gostoso vai ser esse universo. Tenho um grupo de amigas mães, que de vez em quando saímos para jantar (já contei sobre isso aqui) ou tomar um café para trocarmos experiências, ou então, pedimos a opinião uma das outras no grupo de WhatsApp.

Comemorando meus 3.0!
Comemorando meus 3.0!

Esse universo é maravilhoso. Antigamente, nossas avós tinham essa comunidade ao redor de casa, era tias, avós, irmãs com as quais poderiam desabafar e pedir conselhos sem maiores julgamentos. Hoje, em um mundo cada vez mais vertical e de pedra, nos isolamos e tendemos a conversar com as amigas virtuais também.

Ontem eu estava conversando com a @maternaterapia pelo DM do Instagram sobre exercícios físicos, tempo, crianças, dedicação e maternidade. Esse suporte e conforto materno é importante para gente não pirar… Crianças sugam nossas energias e muitas vezes precisamos de criatividade extra e quem melhor que as amigas para auxiliar nessas horas?

Logo eu? Que vive a maternidade real na veia

Acredito que muitas vezes as mães não quiseram explicar como criar os filhos (não estou generalizando, ok?). A maternidade real é bela, linda, cheia de flores. Também tem alguns espinhos e quando a gente coloca um deles no dedo, precisamos de uma ajuda externa – de uma opinião amiga, de um conselho sincero. Na maternidade real não precisamos de julgamentos e nem de que outros façam nos sentir pior e mais culpadas do que já nos sentimos e nos culpamos. Na maternidade real precisamos de amigas e conselheiras verdadeiras, sem julgamentos e muitos encorajamentos, de que logo vai passar!

 

Mãe do Cauê e da Catarina 🙂




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