Será que eu vou ser um bom pai/mãe?

Qual o ser humano responsável que nunca parou para se fazer essa pergunta? Quando ainda estamos no planejamento de ter ou não filhos, essa é uma pergunta comum e verdadeira. Afinal de contas, vou trazer ao mundo um ser humano que não pediu para nascer e será que vou saber lidar com ele? Será que vou ser um bom pai? Será que vou saber educar e cuidar? E se eu não der conta?

Vir ao mundo seja de parto humanizado, normal ou cesárea, a criança irá nascer. Com leite materno ou artificial irá se alimentar. Cólicas, sono e tantas outras pequenas coisas que exigem dedicação durante o primeiro ano de vida também damos conta, se temos dúvidas, corremos para uma amiga que já é mãe e pedimos um help!

Agora, como se classifica um bom pai ou boa mãe?

É aquela pessoa que dá todos os brinquedos que ela pede? Ou que deixa ela mexer em todas as coisas e deixar brinquedos espalhados pela casa? Ou que não deixa chorar por nada que já está acudindo a criança?

Ser um bom pai ou uma boa mãe não é uma tarefa fácil e não existe receita pronta!

Sinto muito, mas essa é a realidade!!!

Crianças são diferentes e você irá aprender a desempenhar o papel à medida que eles crescem. Mas até os 3 anos de idade, o que eles mais precisam é de amor!!!!

Amor! Muito amor!!! Carinho, atenção, dedicação, compreensão!!!

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Maria Luisa Ferrerós diz que:

“Ser bons pais significa amar e comprometer-se de verdade com os filhos. Carinho não somente dá a criança a sensação de segurança, pertinência e apoio, como também aplaca as dificuldades da infância. O amor deve ser constante e incondicional – inclusive quando a criança se comporta de maneira incorreta -, e nunca deve deixe de passar a oportunidade de abraça-la e elogiá-la. (Como educar seu filho limites e amor, p.58)

Para que eles se sintam seguros é importante também a disciplina. O amor também é demonstrado quando há correção. Os pais devem conversar sobre a maneira que querem educar seus filhos, os princípios e valores que consideram importante, a partir daí estabelecer o jeito que irão tratar a desobediência.

A sintonia na educação é importante para que não haja aquela situação de “desautoridade”, onde um diz que não deve fazer e o outro acaba passando a mão na cabeça da criança. Isso até pode deixar ela feliz por um momento, mas dentro de si causa confusão e mais tarde não vai saber a quem deve obedecer ou então ela só irá falar com a pessoa que a deixa fazer as coisas que lhe agradam.

Criar uma rotina também é importante para que a criança se sinta segura. No início ela não sabe ao certo como as coisas funcionam e ela vai muito pelo que os pais mandam fazer. Ensinar que na hora da alimentação, ela deve fazer isso à mesa, de forma organizada com as louças e talheres necessários.

Dormir em uma determinada hora, após um ritual de sono, como janta, banho, escovar os dentes, leitura e apagar das luzes. Para a criança, a rotina estabelecida dá um sentido de ordem e ela aprende a ficar confortável, pois ela sabe o que esperar.

beijinho

Lembre-se sempre um beijinho da mamãe e do papai cura tudo!

Quem nunca ouviu ou disse essa frase. Até mesmo para os ataques de birra, o amor é fundamental. Mimar a criança com brinquedos e presentes não vai fazer dela se sentir amada e segura. Demonstre seu amor nas pequenas coisas, ao sentar ao lado do seu filho e brincar de corrida de carrinho ou de imaginar uma fazenda. Mime seus filhos com sua presença, ouça-a, compartilhe, divida seu mundo e suas histórias com ela, riam e brinquem juntos e com certeza você vai ouvir aquela frase:

Você é o melhor pai/mãe do mundo!

ten-things

Mãe do Cauê e da Catarina, esposa do Diogo Petermann. Casada há 11 anos. Apaixonada por brigadeiro de panela, pipoca e Grey’s Anatomy!
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