O bebê na maternidade

RETRATO DE UM RECÉM-NASCIDO

Logo após o nascimento, enquanto a mamãe descansa do parto, a equipe médica se encarrega do bebê. Da cabeça aos dedinhos dos pés, os exames iniciais verificam cuidadosamente a saúde do recém-nascido

Antes de nascer o bebê está num ambiente aquecido e equilibrado. Dentro do útero a temperatura é constante e o alimento e o oxigênio chegam pelo sangue, por meio do cordão umbilical. Além disso, os pulmões estão colabados, isto é, ainda não contêm ar. “O recém-nascido precisa superar vários obstáculos nos primeiros instantes de sua vida, como aprender a respirar e manter sua temperatura. No momento em que nasce ele conhece a luz, diversos tipos de sons e sensações de tato que nunca havia sentido”, afirma Monica Vilela Carceles, pediatra e neonatologista. “A presença do pediatra neonatologista e da equipe de enfermagem na sala de parto é fundamental para auxiliar o recém-nascido nesta difícil transição.”

Bebês nascidos por parto normal ou cesariana passam por procedimentos padrão que, além de ajudar em sua chegada ao mundo, avaliam seu bemestar e vitalidade. “A primeira providência é clampear e cortar o cordão umbilical, que serviu de ligação entre o bebê e a mãe durante toda a gestação”, diz a pediatra. Uma amostra do sangue do cordão é retirada para determinar o tipo sangüíneo do bebê.

Depois disso, o bebê é envolto em um tecido esterilizado, para ser enxugado e limpo e não perder calor. “Importante enfatizar que dentro do útero o bebê está com uma temperatura igual a da mãe, em torno de 36,5º. Ao nascer depara-se com um ambiente onde a temperatura gira em torno de 25º, o que representa uma queda muito brusca”, explica dra. Monica que ainda complementa: “Para ele não ficar com frio é rapidamente colocado em um berço aquecido”.

Na seqüência, o pediatra aspira, com uma sonda fina, a boca e narinas do bebê para que ele respire melhor e faz a avaliação do índice de APGAR que gera uma nota para o RN em seu primeiro minuto de vida, baseado na observação dos movimentos, cor da pele, freqüência cardíaca, respiração e tônus (força) muscular. Este mesmo procedimento é feito após os primeiros cinco minutos de cuidados da equipe para avaliar a ADAPTAÇÃO do bebê (veja quadro).

O passo seguinte é pesar, medir, receber pulseira de identificação e segurança para, finalmente, ser mostrado para a mãe. De volta ao berço aquecido, o recém-nascido recebe uma injeção de Vitamina K, que estimula a capacidade de coagulação do sangue, e uma gota de colírio de nitrato de prata nos olhos para prevenir infecções. “Esses dois procedimentos são adotados rotineiramente na maioria das maternidades brasileiras”, diz dra. Monica.

Após estes longos primeiros momentos (20 a 25 minutos), o RN vai para o berçário onde permanece em ambiente aquecido por três a quatro horas para observação. Só depois disso é então reexaminado pelo neonatologista e liberado para mamar, ficar com os familiares e receber suas primeiras visitas.

“Quando o bebê apresenta algum problema DE ADAPTAÇÃO AO NOVO MEIO OU NOVA VIDA o pediatra DECIDE POR ALGUMA MEDIDA QUE COLABORE com o estado do recém-nascido”, esclarece a médica. “Os pais são informados dos procedimentos logo depois que o pediatra termina de cuidar de seu filho. Se necessário, a criança é encaminhada ao berçário especial e permanecerá em incubadora até sua melhora”, completa.

O Teste do Pezinho, que complementa detalhadamente os exames iniciais, é feito apenas após 48 horas de vida com uma gota de sangue coletada do calcanhar do bebê.

Teste de Apgar

O primeiro teste ao qual os bebês se submetem é o de Apgar, criado pela anestesiologista Virgínia Apgar. As notas, registradas um minuto após o nascimento e, novamente, cinco minutos depois, refletem o estado geral do recém-nascido e se baseiam em observações feitas em cinco categorias de avaliação:

Freqüência cardíaca
Respiração
Tônus muscular
Reflexo
Cor

Fonte: Revista Sempre Materna

Mãe do Cauê e da Catarina 🙂




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