Voltando pro berço

Entre idas e vindas, acho que desta vez é em definitivo. Não lembro bem como essa historia começou e também não lembro bem  o porquê, mas enfim, ela existiu.

Meu filho dormia num colchão de casal no chão, lá ele estava dormindo feliz, às vezes dormia a noite toda, às vezes não, melhor, a maioria das vezes não dormia a noite toda. Quando não dormia eu ia e deitava um pouquinho com ele e saía, uma vez por noite ainda vai, mas duas, três, acabava desistindo e ficava por ali mesmo.

Começou a ser uma tortura pra mim que não dormia direito, muitas vezes dormi a noite inteira numa mesma posição (já fizeram isso?), ele chegou a acordar de madrugada e chorar comigo ali do lado dele e eu perguntei: “Quer deitar no colo da mamãe?”, ele vinha e deitava em cima de mim, próximo ao coração, bem agarradinho, cuti-cuti demais, eu sei! Gostoso demais também. Mas duas vezes? Eu sei que é um momento cuti-cuti, mas imaginem aquela cabecinha forçando a sua garganta, você não conseguindo respirar e ainda pra ajudar numa péssima posição, e pior ainda, não ter como se mexer, porque você ama seu filho e quer deixar que ele durma o melhor possível.

Bem, eu amo demais meu pimpolho e por amá-lo assim e  saber que ele precisa ter uma ótima noite de sono para memorizar tudo que aprendeu, e que de preferência essa noite tenha em média 11 horas de sono corrido, foi que eu tomei a decisão de colocá-lo novamente no berço.

Restabeleci a rotina do sono dele: Pelas 18:30 que é o horário normal que ele faz cocô dou um banho com os produtos das Johnson & Johnson a Hora do Sono, depois disso posso até brincar com ele, mas são brincadeiras mais calmas como pintar ou brincar de massinha, evito jogar bola, por exemplo. Normalmente 19:30 faço a mamadeira dele e coloco ele no berço, meia luz, deito do lado do berço dele e fico cantando, trocamos beijinhos e ele deita e fica me ouvindo até pegar no sono.

Às vezes é simples como o relatado aqui e ele dorme em apenas 10 minutos, mas no começo era uma hora nessa. Se já aconteceu dele chorar enquanto eu faço ele dormir? Ahhh… isso já! Fica levantando os bracinhos e dizendo “mamãe”, me deixando de coração derretido dizendo “não, agora é hora de você dormir”. Ele já sabe, já aprendeu, às vezes desiste mais rápido e deita, às vezes não.

Na primeira semana, considero normal ele chorar de madrugada, não é nada fácil ouvi-lo chamando “mamãe”, fico com o coração apertado, mas espero bem quietinha porque sei que logo ele vai voltar a dormir.

Fácil? Não! É principalmente difícil sustentar essa decisão, morro de vontade de ir lá abraçar ele e dizer que “a mamãe está aqui”, mas não posso, sei que vou estragar a técnica, até porque sei que ele já está se acostumando a dormir sozinho e a noite toda, só é importante continuar no processo.

Vocês já tiveram alguma experiência parecida? Em algum momento tomaram alguma decisão que foi difícil e cortou o coração de vocês?

Beijos

Mãe do Cauê e da Catarina, esposa do Diogo Petermann. Casada há 11 anos. Apaixonada por brigadeiro de panela, pipoca e Grey's Anatomy!

6 thoughts on “Voltando pro berço

  1. Elaina says:

    Essa situação é difícil mesmo!

    Mas fique firme que vc vai colher bons frutos. Vc está ensinando à ele independência, e por mais que queiramos que eles fiquem assim picurruchos sempre, eles vão crescer, e será muito melhor pra eles se forem independentes.

    Eu ensinei meus filhos a dormirem sozinhos desde bebezinhos, era difícil vê-los chorar, mas ficava ali ao lado deles para acalmá-los. E aprenderam. Hoje dormem muito bem cada um em sua cama sem problemas! Isso é recompensador.

    Vc vai ver, qdo vcs conseguirem será muito boa essa vitória!

    Bjos

    Elaina #amigacomenta
    http://www.vidademae.net/

  2. Ana Campos says:

    Para mim o mais difícil foi a volta ao trabalho, essa separação me doeu demais!
    Continue agindo assim, pense que é para o bem dele e é mesmo…
    abraço…

  3. Ninon says:

    Aii querida, essas situações são sempre complicadas, hein??
    Você que é a mamãe dele com certeza sabe exatamente o que fazer, sendo fácil ou difícil… é uma luta mesmo. Hoje em dia, eu ando numa situação bem complicadinha também quanto a isso… o Pedro, até uns meses antes da Natália nascer dormia no berço e então ele foi pra cama. Não tivemos problemas até agora, uns 3 ou 4 meses atrás… ele começou a migrar, praticamente todas as noites para minha cama. E eu não tenho coragem de fazer ele ficar no quartinho dele, chorando, com medo. Até mesmo porque se ele começa a chorar muito, acorda a Natália. E assim estamos nessa, noite sim outra também, ele se chega na minha cama e lá vai o papai pra cama dele… tem vezes que nem vejo isso acontecer, quando acordo tá lá ele…
    Vamos ver no que vai dar essa história. Acho realmente que tenho que tomar uma atitude mais firme, mas tá faltando coragem ainda.

    Bjos!!!
    #amigacomenta.

  4. Cristiane says:

    Opinião minha e posso estar errada, mas “morro de vontade de ir lá abraçar ele e dizer que “a mamãe está aqui”” Faça isso! Não vai estragar nada, não. Muito pelo contrário, vc dará ainda mais segurança pro seu pimpolho seguir adiante. O que estraga é ceder, voltar atrás, fazer a vontade quando não dá.

    Minha filha (21 meses) estava dormindo na minha cama já há alguns dias pq eu torci a perna e era impossível amamentar à noite e colocá-la de volta ao berço. Hj ela volta pro berço. Vamos ver como será. Se eu lembrar, volto aqui pra te contar os detalhes. Sempre é bom compartilhar experiências. ^^

    Ps.: Sei muuuuuuuito bem como é não dormir à noite pra q nosso filho durma. Não sei pq Míriam sismou de dormir na horizontal dando chutes na minha costela e cabeçadas nas costelas do pai e, nós dois, coitados, quase caindo da cama. E nem vou te contar o drama dos gatos querendo dormir em cima dela *risos*

  5. Priscila says:

    Aqui em casa praticamos CC, mas sei que a hora da separação irá acontecer e desde já espero que seja tranquila a transição. Meu pimpolho dorme no colchão dele e raramente vem ocupar o meu espaço, isso só acontece quando ele tá doentinho.
    bjs e continue firme

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