Trombose na gravidez: Entenda porque aumentam os risco no pós parto

O inchaço nas pernas e nos pés acabam sendo uma das grandes preocupações das futuras mamães. Essa mudança, que dificulta algumas atividades do dia a dia, na verdade pode trazer sérios riscos à saúde da mulher. Neste período a circulação fica prejudicada, podendo aumentar, em até cinco vezes os riscos de trombose na gravidez, quando comparado às mulheres não grávidas. O risco ainda permanece em até seis semanas após o parto, especialmente depois de cesárea ou de perda de sangue intensa.

Fatores que contribuem para a trombose na gravidez

Os problemas de circulação na gestação ocorrem principalmente devido a dois motivos. Um deles é pelo fato de o útero crescer de tamanho e comprimir a veia cava no interior do abdômen, dificultando a subida do sangue das pernas até o coração, o que causa um aumento da pressão do sangue nas veias da perna. O segundo e mais importante fator é o hormonal. Na gestação, os níveis de hormônios femininos estão muito altos e isso causa um enfraquecimento da parede da veia, formando as varizes gestacionais. Quanto maior o número de gestações, maior a probabilidade de desenvolver estas varizes.

trombose na gravidez

“Essas varizes podem acabar evoluindo para uma trombose, coágulo sanguíneo que pode causar inclusive uma embolia pulmonar. Por isso, é muito importante estar atento aos sintomas”, explica o especialista em angiologia, cirurgia vascular e endovascular, José Fernando Macedo, do Instituto de Angiologia e Cirurgia Vascular de Curitiba (IACVC). Ele destaca ainda que o inchaço e a sensação de cansaço nas pernas, coloração mais azulada nessa região, veias saltadas e dores na região da batata da perna são alguns sinais que merecem atenção redobrada.

Cuidados

trombose na gestação

Para evitar o desenvolvimento dos problemas de circulação, as gestantes devem tomar cuidado com a alimentação e praticar atividades físicas. Alguns exercícios pré-natais como caminhadas e natação contribuem para a ação dos músculos da perna, beneficiando a circulação sanguínea. Além disso, ter uma alimentação saudável, rica em fibras e água, sem excesso de sódio, também ajuda neste período. O uso de meias de compressão também é aconselhável, mas sempre com orientação médica. “Existem vários tipos de meias, de baixa, média e alta compressão, uma para cada caso. Por isso a importância de procurar um especialista para receber as orientações. Além das orientações, o especialista fará a avaliação do sistema circulatório”, acrescenta.

Mãe do Cauê e da Catarina 🙂




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