Sobre o parto…

Toda mãe curte os nove meses, umas melhores que outras, mas enfim, sabem que ali está o filho querido e amado. Comigo não foi diferente, minha mãe sempre contou como foi rápido o parto do meu nascimento e eu desde criança sonhei que um dia o parto do meu filho seria parecido.

As pessoas diziam que caminhar contribui para um parto normal, meu objetivo. Eu que em 9 meses não me senti cansada e com sono em apenas 3 meses, comecei a ficar preocupada porque vai que eu não conseguia meu PN só porque eu não caminhei. Então, com 36 semanas (início do nono mês de gravidez) iniciei minhas caminhar, não era pouco, caminhava de segunda a sexta cerca de 50 minutos.

Eu sei que a recomendação médica é para que se inicie devagar e moderadamente qualquer atividade, eu caminhava e só me sentia bem, claro que me prevenia, sempre carregava comigo meu celular e com meu ex-marido antenado na hora que eu voltaria e ele também conhecia o percurso todo que eu fazia.

Confesso que quanto mais perto estava da data do nascimento, mais assustada, temerosa e ansiosa eu ficava. Mil perguntas invadiam a minha mente, e a maior dúvida era se eu iria conseguir PN. É uma coisa que eu não tinha como prever, meu médico disse que eu tinha 95% de chance de conseguir, mas e se não? E se tivesse que ser cesárea? Eu não gostava de pensar, mas precisava encarar o fato que precisava ter a mente aberta pra uma situação de emergência, convenci-me de que iria tentar o PN, mas se no meio do caminho o médico achasse melhor intervir, eu o ouviria.

Eu não iria morrer nadando, não! Iria ver a praia!

Contam muitas histórias sobre a chegada a maternidade, só posso dizer que eu não queria confirmar a veracidade dos fatos ou boatos. Fiquei em casa o quanto pude, até porque a maternidade ficava a 15 minutos de carro, não era longe. Também não quis sair avisando Deus e o mundo que estava indo para lá, afinal, vai que eu volto para casa, mesmo tendo certeza que eu não iria voltar, não quis fazer alarde.

As contraçõ es doem, sim! Entretanto, chega uma hora que elas doem mais, são mais intensas e são essas que nos dizem que a nossa hora está perto, está mais próximo o tão momento sonhado de conhecer o rostinho de quem vai mudar nossas vidas pra sempre. Quanto as contrações, não consigo descrevê-las como uma cólica ou uma dor que inicia nas costas, minha sensação era de agonia incessante nos quadris. Não é mentira quando dizem que cada uma tem uma a sua experiência, é única e singular.

O parto transcorreu tudo bem e deu tudo certo. Tomei algumas decisões, não tinha plano de parto escrito bonitinho, mas eu sabia o que eu queria, e em muitas delas eu fui atendida. Médicos e enfermeiras me trataram super bem, conversaram comigo e num momento que eu jamais pensei em raciocinar, fui totalmente lúcida.

Estamos longe da perfeição ou do ideal, mas o que eu queria expressar aqui é que você pode escrever seu plano de parto perfeitinho e idealizar todo ele, pode ter seu filho em casa ou optar por uma cesariana, estou longe de querer julgar as suas escolhas, elas são suas. Somente você pode decidir o que é melhor para você e para seu filho. Porém diria para informar-se, ouvir opinião de profissionais, se não se contentar com a resposta de um GO, procure outro e outro se for preciso, mas tire suas dúvidas, converse com seu esposo e familiares a quem você confia. Mas no final, tenha certeza que a sua escolha foi a melhor, e se por ventura você optar por mudar a sua ideia formada, não tenha medo disso, faça e faça com segurança. Ninguém está totalmente certo, mas também ninguém está totalmente errado.

É bom ter a mente aberta, saiba que você pode mudar sua escolha e no final não se sentir culpada por isso, isso é normal, é humano. O que mais importa é que você e seu filho cheguem em casa saudáveis e felizes, prontos para encarar uma nova, linda e cansativa fase.

Mãe do Cauê e da Catarina, esposa do Diogo Petermann. Casada há 11 anos. Apaixonada por brigadeiro de panela, pipoca e Grey’s Anatomy!
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