Ser pai muda (quase) tudo por Caio Melo

Oi meninas…

Esse mês tive uma idéia, falamos tanto sobre como nossas vidas mudam  depois da maternidade e comecei a me perguntar que a vida dos papais dos nossos filhos também mudam, a maneira de pensar, o incentivo para voltar pra casa, responsabilidades, etc. Pensando nisso convidei alguns pais para compartilharem seus sentimentos conosco, assim desvendamos um pouquinho do que se passa na cabecinha desses nossos homens. Estreiando hoje, Caio Melo do blog Pais Modernos (que eu mais que recomendo, sempre to bisbilhotando por lá)

Ser pai muda (quase) tudo

Não é porque o filho nasce que as coisas mudam de repente. Se fosse assim, não existiriam os famosos pais de merda recheando as vídeo-cassetadas do Faustão. Algumas coisas não mudam com a paternidade, mas muitas outras vão se alterando. Há coisas que se alteram com a notícia de que seremos pais, há outras que passam pela metamorfose mágica do parto… e outras que vão acontecendo durante o caminho!


Ligar o “foda-se” não funciona tão bem
Depois da notícia de que seria pai, uma das primeiras mudanças que percebi em mim foi diminuir a capacidade de jogar tudo pra cima. Surgiu em mim, mais do que nunca, a necessidade de precaver-me, de criar estabilidade ao redor. Porque uma coisa é ligar o “foda-se” e se virar para dar um jeito sozinho… outra é saber que tem uma outra vida na jogada que depende, literalmente, de você.


Só existe o aqui e agora?
Não, não estou falando daquele antigo noticiário. A referência é com aquelas filosofias (principalmente orientais) que dizem só existir o momento presente, o resto é ilusão ou especulação. Pode até ser que em algum patamar de evolução interior (ou bancária), isso seja possível. Para mim, mero mortal, o que passou a existir ao saber que seria pai é: eu preciso aqui e agora cuidar do futuro dessa criança… lá na frente, seja onde for.


Não se preocupe, eu sempre vou proteger você
Uma das primeiras coisas que eu senti/pensei quando vi minha linda filha recém-nascida na maternidade, foi isso. Lembro-me de pegá-la no colo e sentir uma vontade absurda, que nunca havia sentido por outro ser, de cuidar, proteger e zelar por ela.


…e se fosse minha filha?
Uma menininha ou até mesmo adolescente não é mais uma figurante no meu dia-a-dia. Quando vejo uma criança precisando de ajuda, uma adolescente falando em fazer alguma besteira ou algo do gênero, é instintivo querer ajudar ou intervir. É um pensamento maluco do tipo “se fosse minha filha, eu gostaria que alguém fizesse algo”. Loucura, né?


Antes eu morria, hoje eu só durmo
Até voltarmos da maternidade com nosso “pacotinho”, posso dizer que eu não dormia, mas sim morria temporariamente. Qualquer prédio caindo ao lado não seria o suficiente para me acordar. Aquele serzinho lindo de roupinhas fofas em seu majestoso berço fez eu aprender a só dormir. Um gemido dela passou a ser suficiente para eu acordar, pular da cama e ver o que acontecia, ainda que mal lembrasse da última noite bem dormida.

Cérebro tunnado
Aliás, a atenção se multiplicou não só com relação a acordar facilmente. Conforme a criança cresce, vai aprendendo novas formas de fugir dos pais. Arrastando, engatinhando, andando, correndo… foi assim que eu descobri que cérebro de pai é tunnado-envenenado-mexido-turbinado. Enquanto vou andando atrás da pequena fugitiva pela casa ou por qualquer lugar, consigo ver, pensar e imaginar todos os possíveis acidentes que ela pode sofrer, quinas em que a cabeça pode bater, lugares nos quais ela pode escorregar etc. A merda disso é que eu sinto uma porrada e meia de calafrios por segundo… mas evito a mesma quantidade de problemas!


Desligue-se e relaxe
Minha esposa e eu éramos viciados em fazer nosso próprio “Bed-in for peace”. Acordar mais tarde, fazer café-da-manhã para tomar na cama (vendo fórmula 1), ficar de bobeira até a hora de almoçar (duas da tarde), depois comer alguma coisa e. se jogar na cama para um cochilo Aí era só levantar, tomar um banho e… ir pra cama descansar e dormir!

Minha esposa e eu temos possibilidade de fazer isso. Minha sogra fica faceira quando pedimos para ela ficar com a pequena e descansarmos ou sairmos, mas o roteiro ficaria mais ou menos assim: acordar mais tarde, fazer café-da-manhã para tomar na cama… ficar com saudade da pequena e passar lá para pegá-la! Não tem jeito, minha vida passou a ser completa quando aquela garotinha de cachos dourados está correndo perto de mim.

Mas… tem coisas que não mudam com a paternidade. Quais? Ah, isso eu só conto no post O que ‘ter filho’ não muda lá do Pais Modernos!

Mãe do Cauê e da Catarina, esposa do Diogo Petermann. Casada há 11 anos. Apaixonada por brigadeiro de panela, pipoca e Grey's Anatomy!

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