Rotina é fundamental

Mais um artigo explicando o porque rotina nos pequenos… as vezes pode ser complicado impor uma rotina, independente da idade. Nesse texto a Dra. Tânia nos mostra quais as principais tarefas deles que precisam ter mais atenção, ou melhor dizendo, tarefas que precisamos estabelecer a rotina em si.

Espero que vocês gostem do artigo.

Beijos,

Karin

Todos precisam de uma certa ordem.

Se é verdade que nós, adultos, gostamos de novidade e aventura, também é verdade que é importante que o mundo seja minimamente previsível. Sentimo-nos mais seguros e necessitamos que se respeitem uns quantos hábitos e um mínimo de horários e rotinas. Quando a vida se transforma num improviso constante, acabamos por pagar com stress e transtornos na saúde.

Pois as crianças precisam ainda mais de rotinas. Nos primeiros anos sentem-se mais seguras se as coisas acontecerem de um modo regular e se souberem o que vem depois. A repetição e a ordem tranquilizam-nas. As rotinas diárias e a ordem uniforme em que se produzem ajudam-nas a estruturar o tempo e a torná-lo menos angustiante.

É de suma importância para o bebé crescer num ambiente estruturado e repetitivo para que consiga ir ajustando os seus biorritmos ao ciclo de 24 horas. A luz, o ruído, o silêncio e, sobretudo, as rotinas ou hábitos de sono e comida são as normas mediante as quais ajudamos os nossos filhos a acomodar o seu relógio biológico.

Aos dois anos, esses ritmos biológicos já estão bem estabelecidos, mas as crianças continuam a necessitar de hábitos estáveis para que o seu “relógio” não se desacerte. Precisamente nesta idade são extremamente ritualistas: amam e necessitam de ordem e repetição, de cada coisa no seu momento e no seu lugar, já que isso lhes proporciona uma sensação de conforto e segurança.

Há duas áreas em que é particularmente importante estabelecer rotinas estáveis: a comida e o sono. Em relação à alimentação, é melhor começar por doses pequenas e alimentos de que a criança goste, para, pouco a pouco, e sem a obrigar, ir introduzindo novos sabores. Ajuda ainda, que, seja a mesma pessoa a dar-lhe de comer e que o faça de forma relaxada, sem distracções nem interferências. Também convém não prolongar muito a duração deste momento e nada de forçar, ralhar, nem gritar!!! Comer deve ser algo agradável e cheio de afecto. Quanto ao sono, também há que respeitar a hora de dormir e preparar esse momento mediante uma sequência de acções que convém repetir todos os dias. Trata-se de um momento particularmente afectivo, no qual poderemos incluir uma história, uma canção que certamente o ajudará a ter sonhos felizes.

Se permitirmos à criança fazer o que lhe apetece (comer a qualquer hora, deitar quando lhe apetecer…) ou se adoptarmos ritmos pouco adequados (um dia deita-la às 9 e outra à meia-noite) não só estaremos a educá-los mal, como a criar algum desequilíbrio. E se essa desordem se torna habitual, estaremos ainda a fomentar a ansiedade, os medos, a insegurança. E quando os horários se descontrolam, tudo o resto se descontrola: se um dia dorme menos, não será de estranhar que coma mal, que chore mais, que não se divirta, que se queixe, que apanhe birras…

As rotinas que se criam têm uma influência favorável tanto nos pais como nos filhos, porque lhes proporcionam estabilidade – fomentam um sentido de coesão e satisfação geral na vida familiar, fazem com que as crianças se sintam ligadas e incluídas e dão segurança e comodidade. Além disso, ajudam a superar melhor a crise e os acontecimentos adversos (mudanças de residência, doenças…) e favorecem a competência social. Inclusivamente, encontrou-se uma relação positiva com o rendimento escolar das crianças (o que tem lógica, uma vez que as rotinas proporcionam um ambiente estruturado).

Não devemos ficar “obcecados” com a rotina, mas convém manter um plano diário que harmonize o ritmo da criança com o nosso!!!

Cortesia Dra. Tânia Henriques

Fonte: Guia da Família

Mãe do Cauê e da Catarina, esposa do Diogo Petermann. Casada há 11 anos. Apaixonada por brigadeiro de panela, pipoca e Grey’s Anatomy!
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