Relato de Amamentação I

aleitamento

 

Oii…. tudo certinho por aí?

 

A vida com dois é meio corrida sim. Quando estamos dando atenção para um, muitas vezes o outro também quer, e a gente tem que ir equilibrando. Por exemplo, enquanto dou de mamar a tarde pra pequena, chamo o mais velho para ficar brincando do meu lado no tablet ou leio um gibi para ele.. Essas coisas sabe. A gente cria mãos aonde não tem! hahaha

 

Mas enfim, vim contar como tem sido esses primeiros 30 dias de amamentação. Definitivamente já tem história.

Na maternidade, pega correta de primeira.O pessoal do banco de leite passou dando instruções e dizendo que qualquer dúvida e/ou dificuldade poderíamos consultar eles.

Ela mama super bem e no começo mamava pouco, mas dormia super bem. Agora ela está aumentando o período da mamada e nem sempre dorme. Normalmente é a cada duas horas durante o dia e a noite, varia bastante: tem um sono prolongado depois do banho que vai de 4 a 6 horas, depois costuma ser de duas a três horas de intervalo.

 

É incrível como os primeiros 15 dias é de extrema adaptação da quantidade de leite em relação ao que o bebê consegue mamar. Do meu primeiro filho foi a mesma coisa, meu peito enchia muito, chegava a ficar duro e quente. Mas dessa vez comprei a bombinha de tirar leite da Lilo. Foi minha salvação… Cheguei a tirar leite de madrugada muitas vezes.

A bombinha custa cerca de R$27,00, mas quem não pode comprar, recomendo fazer pelo menos a retirada manual do leite. Afinal de contas, se empedrar, vai doer, vai dificultar para que o bebê se alimente e você ficar extremamente desconfortável.

Do dia pra noite, sai da abundância para “aonde foi meu leite???”… Meu peito simplesmente não encheu como antes e em uma madrugada me vi aos apertos, parecia que eu dava de mamar mas não era suficiente. Foi difícil dormir, nem tanto por ela, muito mais por mim! Fiquei preocupada e só pensava que quando acordasse iria buscar solução.

Descobri que de fato é normal o peito não encher como antes, e isso acontece porque o leite encontrou o equilíbrio de demanda. Ufa!!!! Mas de qualquer forma eles recomendavam a tomar muita água, no mínimo 3 litros de água por dia.

 

Eu tomava tudo isso e já achava uma quantia razoável de idas ao banheiro. Reparei que a colocação da urina estava amarelada e isso não é normal para mim. Conversando com a minha gineco, cheguei a conclusão de algo que eu já sabia antes e que na verdade não estava praticando. Xixi tem que sair da cor da água e como a amamentação precisa de muito líquido para fabricar o leite, eu deveria aumentar a quantidade de ingestão de água.

 

Pirei na batatinha não é mesmo?!?

Uma amiga minha me questionou como eu consegui ingerir 4,5 litros de líquido por dia. Realmente é uma dúvida que é muito válida. Comecei com aqueles chás de cidreira, erva doce, melissa e assim por diante. No começo acrescentava açúcar, porque particularmente não é o tipo de chá que eu gosto de tomar, mas só água também cansa. Um dia fiz sem querer um chá desses sem açúcar e daí por diante cortei ele.

Tenho uma jarra de 1,5 litros e copos de 550 ml. Portanto, eu carrego meu copo cheio de chá pela casa (menos no banheiro… kkkk) e tenho que dar conta de três a quatro jarras por dia. Fácil, não é muito não, entretanto, com o tempo a gente se acostuma.

De madrugada quando dou de mamar, tenho duas garrafinhas cheias de água e que muitas noites ambas amanhecem vazias.

 

Quando me senti sem leite, foi uma das piores sensações que tive. Me senti incapaz de alimentar minha própria filha. Eu sei que parece bobeira, mas sinceramente, amamentar para mim era algo tão automático e tão normal que eu não pensei que fosse dar bola pela possibilidade de não ter mais leite. Foi um choque perceber que era algo realmente importante para mim. A gente sabe que amamentação é ótimo para o bebê por diversos fatores e agora eu sei que ela é extremamente essencial para mim também!!!

Diante disso, ingerir de 4 a 6 litros de líquidos por dia é fácil… eu quero o bem dela e a minha satisfação pessoal! 🙂

 

 

 

Mãe do Cauê e da Catarina, esposa do Diogo Petermann. Casada há 11 anos. Apaixonada por brigadeiro de panela, pipoca e Grey's Anatomy!

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