Realidade

Quando paro para pensar nesse assunto, muitas vezes meu coração se aperta. É difícil achar um culpado, creio que não exista; são diversas situações e decisões que sucumbiu e o Brasil se tornou o que é hoje.

Não sei se vocês já leram ou ouviram falar do livro: “Guia politicamente incorreto do Brasil”, particularmente, gostei dele. Conta a história nua e crua, aquela que não é contada em sala de aula, desmistifica e desmascara muita coisa, ou seja, mostra a verdade.

E o Brasil é isso, tudo por debaixo dos tapetes, no “jeitinho”. Não é em vão que o brasileiro no exterior é muitas vezes reconhecido como malandro, infelizmente. E por quê? Porque deixamos acontecer! Ficamos esperando que o próximo governo resolva os problemas, e acabamos sempre elegendo os mesmos… Isso me dá coisas, diria o Dr. Chapatin.

Infelizmente existe tudo isso e muito mais, um dos lados que eu quase não ouço nos jornais é sobre a real desigualdade que existe nesse país. Conheci uma garçonete que ganha R$600,00, sendo que metade do salário vai para o aluguel, com R$150,00 ela paga a babá que cuida da filha dela e com que sobra “se vira nos 30” para comer, luz, roupa e etc.

É aí que eu digo que não tem como achar um culpado. Falta estrutura do governo para que mais pessoas tenham acesso à qualidade de ensino básico e de graduação, porque convenhamos se o ensino superior não for gratuito, como uma mulher nas condições da exemplificada acima, terá condições de pagar uma faculdade? Tenho certeza que ela é mais um caso entre milhões, mas claro que construir estruturas faraônicas para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas é muito mais importante que dar qualidade de ensino ao povo.

A culpa pode até ser dela e dos pais também, por que não? Afinal, cabe aos pais incentivarem seus filhos a estudarem e a dar asas à imaginação. E nessa ocasião, posso citar o filme “ A fantástica fábrica de chocolate”, o menino paupérrimo e sonhador com o apoio do seu avô nunca deixou que seus sonhos morressem, ao contrário incentivou o menino a correr atrás daquilo que ele acreditava.

Sonhar não paga nada e serve de motivação, combustível para seguir em frente e avançar. Adversidades, ricos e pobres, negros e brancos as enfrentam; o que importa é não deixar a vontade de vencer sucumbir pelo medo, ou seja, a vontade precisa prevalecer sobre ele.

Vivemos a realidade que temos, contudo nada pode parar nossa mente de criar e expandir, para isso hoje precisa ter graduação e muito mais, não basta mais somente o ensino médio, além disso, é preciso muita perseverança, rosto bonitinho não é garantia alguma de portas abertas, e o mais importante de tudo: saber administrar o que a vida lhe oferece, agarrar todas as oportunidades para que um dia os sonhos se tornem realidade, independente de governo ou de qualquer outra coisa. Aprenda a construir o seu próprio futuro.

Mãe do Cauê e da Catarina, esposa do Diogo Petermann. Casada há 11 anos. Apaixonada por brigadeiro de panela, pipoca e Grey’s Anatomy!

11 thoughts on “Realidade

  1. Elaina says:

    é isso mesmo.

    Temos que correr atrás dos nossos sonhos pois ninguém fará isso por nós.

    Também fico horrorizada com a situação do nosso país e já pensei em mudar várias vezes (tenho 2 cunhados que moram no Canada e só ficam se “gabando”de tudo o que tem lá). Mas como nunca deu certo tenho que ensinar meus filhos a viver aqui, não se importando para a malandragem alheia e buscando sempre o melhor pras suas vidas.

    Bjos
    Elaina Furlan
    http://www.vidademae.net

  2. Tatiana says:

    Concordo com o Caio. Parei de procurar culpados, passei a fazer o meu melhor. Como eu disse pra uma senhora hoje no ônibus, quando estávamos falando sobre essas coisas: a gente colhe o que a gente planta. Então não me interessa mais o que os outros fazem, eu faço a minha parte e ensino os meus filhos a fazer a coisa certa. O resto vai vir do jeito que tiver de vir…

    Beijos
    Tati
    Mulher e Mãe
    #amigacomenta

  3. Loreta says:

    Oieee,

    Pois é, quando a gente se torna mãe parece que cai uma ficha, né?
    As coisas ficam todas mais claras e nítidas e o nosso desejo de lutar por aquilo que acreditamos parece que se volta!
    Tudo em nome dos nossos filhos e do mundo que queremos deixar para eles! 😉

    Bjos,

    Loreta#amigacomenta;)
    @bagagemdemae
    http://www.bagagemdemae.com.br

  4. Rose Misceno says:

    Eu tento pensar só no lado positivo das coisas, por exemplo: conheço pessoas que vivem com salário mínimo e já tem sua casa própria, já tem patrimônio(por mais humilde que seja)pra deixar pro seus filhos e conheço pessoas que ganham muito bem e não constroem nada!

    A questão é ter vontade e objetivo na vida!!

    Beijão, lindona.

    @_maejestade

  5. Ana says:

    Já acreditei nas grandes mudanças. Já vesti camisa preta e fui para rua gritar para tirar um presidente do governo.
    Hoje vejo que na verdade é preciso das pequenas.
    É em casa, no condominio, na escola, no trabalho, na rua.
    Do que adianta doar R$100,00 para o criança esperança se vc sabe que o filho da empregada não tem um caderno para estudar e não faz nada?
    Do que adianta exigir respeito dos outros se o nem o nome do porteiro vc sabe e só se dirige a ele com arrogancia?
    O jeitinho brasileiro tá na raiz.
    Não adianta jogar uma bomba no planalto. Vão vir outros.
    Tem que mudar primeiro o nosso comportamento.
    Ih esse tema precisa ser discutido na mesa de um bar porque vai longe!
    Kkkk
    Beijos!

    • Karin says:

      Ana querida… Vamos achar um botequim e junta você, o Caio, eu.. e mais muitas pessoas que concordam sobre o tema e discutir isso, que achas???

      hehehe

      Assino em baixo do que você escreveu, viu!!

      beijos

  6. Caio Melo says:

    Ai ai, também tenho esses momentos. Pra manter a sanidade, parei de procurar culpados. Parei também de querer mudar o mundo de uma só vez.

    Decidi fazer um esforço contínuo e sem tréguas pra ser a pessoa que eu quero ver no outro. A cada dia eu tento descobrir um resíduo de jeitinho e corrupção no meu inconsciente e colocá-lo pra fora. Receber troco a mais, comprar um dvd pirata, usar windows falsificado, furar e dar furo na fila, andar de carro sem cinto etc.

    Penso que se nas pequenas coisas eu burlar, será esse comportamento torto que estarei perpetuando. Familiares, filhos, amigos e colegas. Sempre tem alguém se espelhando no que fazemos, né?

    Bem, vou parar por aqui, senão vira um post dentro de um post hehehe

    Beijo do Caio!
    @PaisModernos_

    • Karin says:

      Adorei Caio seu comentário, acredito realmente que nós temos que ser dentro do nosso pequeno mundo a mudança que queremos ver no macro mundo.
      Só espero que mais pessoas criem essa consciência porque aí sim estaremos caminhando para um mundo melhor.

      Beijos

  7. Ana Scharf says:

    Realmente os pais tem muita “culpa” no resultado dos filhos.
    Mas é preciso força de vontade tbm. E um governo com incentivos.
    Juntar tudo é que é difícil…
    A educação é a estrutura do ser humano 😉

    • Karin says:

      Ana você falou tudo, juntos os três: disposição, incentivo de pais e do governo é coisa rara… e como você disse a educação é a nossa estrutura, é através dela que formamos opiniões e críticos, sem ela, o que fazer?

      Bjs

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