Profilaxia da gravidez

pregnancy

 

Não sei quem está informado sobre o assunto, mas no dia 01/08 a presidente Dilma aprovou a lei que permite exatamente isso: a profilaxia da gravidez. Mas quanto sabem o que realmente é isso? Na verdade a lei permite que as mulheres que sofreram estupro tenham a devida assistência psicológica, direito à pílula do seguinte e mais alguns “benefícios”. A medida tenta  prevenir, de alguma forma, que o índice de aborto diminua.

 

Não sei se pode ser considerado como um benefício devido a situação que é “liberada” e sei que o assunto um tanto de polêmica. Abortar é um tema um tanto forte, eu sei. Lembro de quando eu estudava ainda no ensino médio, isso há uns 11 anos atrás, que vi uma reportagem na Revista Veja falando sobre o assunto e que naquela época o meio índice era de mulheres casadas, bem estruturadas e com filhos. Fiquei chocada! Ainda na reportagem, vinha diversas atrizes famosas, que agora eu não quem eram, contando sobre a experiência que elas tiveram com isso e que 100% delas se arrependeram, mas enfim, já era tarde.

 

Hoje, já é bem diferente, o maior índice de aborto está nas adolescentes de 15 a 19 anos e mesmo assim me choca. Quem sou eu para julgar o que se passa na cabeça das mulheres que fazem isso. Não posso e não me permito isso. Eu sei que eu nunca faria, independente da situação que estivesse vivendo.

 

Agora, por outro lado, se pensar na situação traumatizante que viveu e vive uma mulher que sofreu estupro. Então nesse sentido, eu concordo com a nova lei aprovada. Porque ela permite que as mulheres ao tomar a pílula do dia seguinte, não desenvolvam a gestação. Outro ponto interessante é que a mulher tem direito de receber toda assistência psicológica que ela precisar. Porque eu acredito que diante de uma situação dessas, tratamento psicológico é fundamental para tentar remediar o trauma.

 

Se for falar de aborto, como puro e simplesmente artigo de luxo de não ter uma gravidez, casada ou solteira, porque não era a melhor hora para isso. Aí eu discordo e me perdoem quem já fez um diante dessa situação. Porque eu acho descuido e que poderia ter sido evitado se as pessoas envolvidas se precavessem, independente do método. Prevenção ainda é a melhor opção.

 

Sério, nos dias de hoje, eu ainda não consigo entender como acontece gravidez “indesejada” nesse mundo. Não dá nem para dizer que não existe informação disponível. Não dá pra argumentar de que não tem dinheiro para comprar um anticoncepcional. Acredito que se me disserem honestamente, que foi falta de vergonha na cara de procurar um método que o corpo se adaptasse, aí eu creio. Sério, o governo disponibiliza camisinhas gratuitamente e até anticoncepcionais. Já passou do tempo em que falar de sexo com os pais era uma coisa de ET. Os pais sabem, independente da idade, esse momento vai chegar. E a única coisa que eles querem é que se vai fazer, que faça com responsabilidade e sabendo das consequências.

 

No meio desse assunto todo, ainda tem a questão religiosa que é pertinente e não tem como negá-la. Mas eu acho que quem faz esse tipo de ato, não está em conexão direta com o cara lá de cima. A igreja não pode ficar em cima do muro, ou ela é a favor ou contra. De acordo com os preceitos dela, se mantém contra, com todo direito. Ela é autoridade respeitada no mundo todo, mas não vai conseguir mandar nas leis de todos os países, mas ela também pode expressar a opinião e levar o povo à reflexão.

 

Vocês, o que pensam sobre o assunto? Polêmico, não é mesmo. Todas as opiniões são respeitadas, independente se discordam comigo. Creio que o mundo precisa disso, discutir e refletir sobre assuntos que são tabus. Respeitar as opiniões alheias, nos torna melhores, pois aprendemos e desenvolvemos um pouco mais de cidadania.

 

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Mãe do Cauê e da Catarina, esposa do Diogo Petermann. Casada há 11 anos. Apaixonada por brigadeiro de panela, pipoca e Grey’s Anatomy!

8 thoughts on “Profilaxia da gravidez

  1. Nique says:

    Sou a favor da lei. Sei q o bebê não tem culpa, mas gerar uma crianças requer amor, mas como gerar um fruto de uma violência. #polêmico

  2. Mariana says:

    Concordo plena mente com a Chris Ferreira.
    Não é a legalização do aborto que vai faze-lo existir, ele já existe.
    Sou contra o aborto como metodo contraceptivo, assim como a pilula do dia seguinte, mas para se pensar nisso nosso país tem que se educar para uma verdadeira mudança cultural.
    Bjs
    Mari
    #amigacomenta
    http://maricriando.blogspot.com.br

  3. Chris Ferreira says:

    Oi Karin, um assunto muito polêmico mesmo. Eu acho que o aborto em algumas situações é inevitável seja por cultura ou por condições financeiras. Proibido ou não sempre terão as mulheres que farão, sendo assim acho melhor que seja feito de forma segura e dentro da lei. Como a Fabiana falou a melhor maneira de evitar o aborto desnecessário é através da esducação. Em caso de situações traumáticas como o estrupo acho que a mulher nessa condição deve receber todo o apoio para fazer o que forma melhor para ela e assim não gerar mais trauma.
    Uma ótima semana pra vocês
    beijos
    Chris
    Inventando com a Mamãe
    #amigacomenta

    • Karin says:

      Oi Chris,

      Infelizmente é um verdade, sendo proibido ou não, sempre vai acontecer.
      Às vezes achamos que é uma realidade distante, mas na verdade, podemos fazer a diferença na nossa comunidade instruindo nossos pequenos, pelo menos, para que no futuro venham agir e pensar de forma mais crítica.
      Claro que na idade do meu, 3 anos, por exemplo, não vou apresentar uma questão tão complexa. Mas de alguma forma apresentar questões simples e de cidadania, para que ele já possa ir pensando e criando alguns conceitos, que no futuro, farão diferença no caráter dele.

      Obrigada pela sua participação.

      Beijos

  4. Tatty Nunes says:

    Realmente é um assunto muito polêmico! Aborto também não o fazeria, mas não julgo quem o faça. E sobre os meios de prevenção acho que pensamos em um metrópole realmente é difícil, mas existem lugares neste Brasil que não tem postos de saúde, se quer um médico, lugares onde não informação, onde pessoas acham que a vida é fazer filhos e tem que cria-los alimentando-os. Lugares terríveis!
    Bjos
    Tatty
    http://diariomaedeprimeiraviagemtatty.blogspot.com.br/

    • Karin says:

      Realmente Tatty, esqueci dos lugares inóspitos do Brasil e que infelizmente a violência contra a mulher ainda é grande e não existe a consciência e coragem da denúncia.

      Bem lembrado!

  5. Taciane Dorneles Hermann says:

    descordo de vc, tem muita gente muito pobre sem condições de gastar 5,00 em anticoncepcional. e no posto de saude vc ja entrou na fila para pegar anticoncepcional e camisinha? eu ja, um mes tem e outros tres meses nao tem. e muitas vezes é pura preguiça do atendente de ir buscar, simplesmente diz que nao tem. e essas mulheres pobres e sem condições é que vao fazer aborto escondido nas piores condições e acabam morrendo. aborto é questão de saúde publica. eu nao faria, mas não julgo quem faz. quantas crianças jogadas em rios, lixos e esgotos vimos por ai. concordo com essa politica do governo o que eu nao concordo de jeito nenhum é o estatuto do nascituro. e tomar a pilula do dia seguindo nao é igual a fazer um aborto.

    • Karin says:

      Oi Taciane, já enfrentei a situação de entrar na fila do postinho de saúde e não ter anticoncepcional e também nao tinha. Graças a Deus, R$5 aqui em casa não faria diferença. Mas concordo com você de que existem muitas famílias espalhadas pelo Brasil, que como disse a TAtty nem Posto de Saúde, muito menos médicos nas suas cidades.

      Concordo com você quando diz que a pílula do dia seguinte nao é a mesma coisa que aborto. Acho que simplesmente interrompe a tempo de impedir e isso previni muitas gestações não planejadas.

      Obrigada pela participação sincera.

      Beijos
      karin

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