Perda auditiva pode ser causada por exposição frequente a barulhos

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde – OMS, cerca de 400 milhões de pessoas no mundo sofram de perda auditiva incapacitante. Destes, cerca de 150 milhões são pessoas acima de 65 anos e 32 milhões são crianças e adolescentes com idade igual ou inferior a 15 anos.

Televisão, fones de ouvido, aspirador de pó, máquina de lavar, liquidificador. Mesmo sem sair de casa, todas as pessoas, inclusive, as crianças, estão, frequentemente, expostas a ruídos nada agradáveis. Quando somados ao longo de anos, eles podem desencadear problemas auditivos irreversíveis em quem não toma precauções diárias.

Alguns sinais indicam que a exposição ao ruído está excessiva e, dessa forma, tende a causar prejuízos. É preciso ficar alerta quando escutamos zumbido, tontura, piora gradativa da audição e irritabilidade após escutarmos barulhos intensos.

Em geral, sons com intensidade superior a 80 decibéis causam problemas. Como meio de controle, existe uma tabela usada para limitar o volume de equipamentos de som, aparelhos eletrodomésticos e máquinas em geral.

Além disso, vale ficar atento ao exagero do volume de aparelhos de uso doméstico, principalmente, aqueles conectados a fones de ouvido, muito utilizados pelas crianças também. Com o passar do tempo e de forma gradual, eles também causam perda auditiva. Por isso, é sempre indicado reduzir a exposição e respeitar os limites de decibéis indicados pelos especialistas.

Estatísticas de perda auditiva no Brasil

Estima-se que, no Brasil, cerca de 15 milhões de pessoas possuem deficiência auditiva. No mundo, 10% da população são afetados pelo problema. Segundo estudos, 30% a 35% dos casos de perda auditiva são decorrentes da exposição a sons intensos, sejam eles em ambiente profissional ou em lazer (como shows ou aparelhos eletrônicos).

Como prevenir a perda auditiva

Com três cuidados simples  é possível proteger a audição de problemas e desfrutar dela por mais tempo.

  1. Se o som estiver muito alto e se você tiver controle sobre ele, abaixe-o! Quando promover encontros e festas, mantenha a música num volume que permita que as pessoas consigam se falar sem que tenham que gritar.
  2. Afaste-se de sons intensos. Mantenha-se distante de caixas de som, de fogos de artifício, tiros e explosões (se forem previsíveis, claro).
  3. Se não puder abaixar o som nem afastar-se dele, use protetores auditivos. Carregue sempre ao menos um par de protetores auditivos dentro da bolsa, mochila ou carteira e não hesite em usá-los. Eles são vendidos em farmácias e em lojas de materiais de construção. Para crianças, que têm condutos auditivos menores, recomendam-se protetores do tipo concha (colocados sobre as orelhas), protetores usados para natação (comprados em farmácia, lojas esportivas ou feitos sob medida com um fonoaudiólogo).

Algodão e lenços de papel colocados dentro do ouvido não funcionam. Em último caso, tampe os ouvidos!

Graduação na Faculdade de Ciências Médicas e residência de Otorrinolaringologia, ambas pela Santa Casa de São Paulo.
Membro da Academia Brasileira de Otorrino e Cirurgia Cervico-Facial e da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face.
Além disso, conta com Mini-Fellow em Cirurgia Plástica da Face e Cosmetologia pela University Of Miami (Muller School of Medicine).
Endereço: Clínica Dr. Marcio Freitas, na Rua Donaldo Gehring, 106, no Centro.

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