O que se passa…

Seus filhos são seus tesouros. Ensine-os a não ter medo da vida, mas a sobreviver às circunstâncias adversas, pois, mais cedo ou mais tarde, elas virão. Quando elas vierem, não gaste sua energia reclamando, use-a para ter coragem para reagir, para produzir ações intrépidas.Cury, 2007.
Tudo que queremos para os nossos filhos é sempre o melhor, a melhor família, a melhor casa, as melhores roupas, a melhor escola, etc. Não é porque queremos que sempre conseguimos  oferecer, há fatores externos que as vezes nos impedem, contudo, continuamos querendo.

Devido a esse desejo intrínseco nos pais, muitas vezes os próprios acabam superprotegendo o bebê. Como? Existem lares que uma visita que chega da rua  não pode pegar o bebê sem antes lavar as mãos e passar álcool em gel, em outros as crianças não podem brincar no chão e ainda há outros que os pais fazem o maior do escândalo quando percebem que seus filhos comeram areia, barro, formiga, etc. Não estou dizendo que não se deve corrigir o ato, mas não é preciso fazer um alarde por causa de um pequeno fato. Creio que se esses pais pudessem, isolariam seus filhos dentro de uma grande bolha de ar higienizada do mundo.

Como mãe entendo que nos primeiros dias, talvez semanas, gera dentro de nós certo ciúmes, isso mesmo, CIÚMES! Porque antes aquele bebezinho estava ali na barriga protegido, bem alimentado, brincando e apenas a mãe sentia ele o tempo todo dando piruetas e fazendo desconfortáveis malabarismos.

Quando ele nasceu, cortaram aquele vínculo restrito, inclusive gerando uma cicatriz que faz questão de lembrar a mãe que aquele serzinho não é mais apenas seu, ele agora pertence ao mundo. Essa proteção no primeiro mês se dá devido isso, creio eu. Porém se continuar a alimentar esse sentimento, crendo que o bebê será apenas da mãe para sempre pode ser prejudicial tanto para a mãe quanto para o bebê.

Não estou dizendo que seja fácil, não é! Nenhum pouco.

Mas para criar seres humanos mais seguros de si – capazes de fazer, ser e transformar – é necessário que a mãe transmita esse segurança. Existe ainda um elo invisível entre a mãe e o bebê, por isso o ele sente como a mãe reage. Se a mãe desde cedo transmitir segurança nas suas atitudes, o bebê vai aprender a confiar na intuição da mãe.

Não existe manual, seres humanos são falhos. Como mãe, provavelmente irá errar e muito ainda, contudo, quando errar saiba que seus filhos só esperam que você reconheça esses erros, assim você estará transmitindo a eles que eles também podem errar, podem reconhecer e ainda podem consertar.

O mais importante é ter em mente que o está educando para se tornar um ser humano capaz de amar, sonhar, errar, acertar, ajudar, a ser generoso, gentil, amigo. E pode ter certeza que ele conta com você ao lado dele em cada vitória e derrota, seja aplaudindo ou incentivando ele a continuar tentando.

Ser pai não é ser perfeito, mas é sempre estar ao lado dos filhos quando eles precisarem!

Cury, Augusto. Maria, a maior educadora da história. Editora Academia, 2007.

Mãe do Cauê e da Catarina 🙂




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