O que mudou depois de ser pai?

Num estalo veio uma idéia, compartilhar o sentimento dos papais. Nesse mundo que as mamães predominam temos papais que se importam tanto ou mais em participar da educação e dos mais variados momentos com seus filhos, pensando nisso, convidei alguns pais que vão relatar o mudou em seus mundos após se tornarem pais. Hoje o convidado especial é o papai do meu pequeno @diogopetermann, não é blogueiro, mas ajuda a manter esse blog na parte que eu sempre digo que não entendo! Nas vésperas do aniversário do papai, o mesmo vem compartilhar a sua experiência conosco…

Então vamos lá:

Escrevo isto depois de uma manhã na praia com meu lindão! Pensava que seria muito bom ser pai, mas essas coisas simples superam qualquer pensamento que eu já tive.

Sempre me imaginei “Pai”. Tive um ao meu lado, brincando, brigando, puxando a orelha e orientando e eu sabia que queria ser assim também. Ah, e sendo oportuno, agradeço demais pelos tapas que levei – eu sempre os mereci 😀 .

Quando soube que chegou a minha vez de ter o meu pimpolho (ou pimpolha, ainda não sabia o que estava a caminho) para brincar e educar, é claro que dei uma surtada básica: “Será que eu consigo?”; “Vai sobrar tudo pra mãe…”; “Trocar fralda? Como vou fazer isso?”; “Banho? Eu?”. Isso sem contar os minutos paralisado no sofá após receber a notícia.

Não existe experiência tão gratificante quanto assistir o parto e depois ver aquela pessoinha crescendo, te chamando de “papai”, chamando pra mostrar os brinquedos que mais gosta, contando como foi seu dia de brincadeiras e desenvolvendo seu próprio jeito de fazer as coisas.

E ouvir um “abraça papai” antes de dormir! Ah, isso é muito bom!!

Muitas coisas mudam muito. Outras somente melhoram. Não tenho mais o direito de pensar só em mim, de fazer o que quero quando e como quiser fazer. Tudo que faço sempre me imagino relatando pro meu filho como foram essas experiências, o que aprendi e, claro, os erros que cometi.

Claro que continuo tendo a minha vida, mas já é normal procurar algo pra fazer que ele possa ir junto e aproveitar também. Correr, jogar bola, andar de bicicleta, tomar banho de piscina, banho de mar e ver o sorriso dele sempre pedindo mais.

O caminho ainda é longo. Teremos muitos “nãos”, “sins”, tapas, beijos e abraços. O que importa é curtir a caminhada, pois não existe chegada.

Imagem: Arquivo pessoal

Mãe do Cauê e da Catarina 🙂




Comente