O que a maternidade fez comigo

Eu sempre fui uma pessoa sensí vel aos acontecimentos em geral, chorana em filmes e tudo mais. Me envolvo e me emociono fácil sim, mas e daí? E quando engravidei, um balde era pouco por dia, jornais, internet, revistas, propagandas, não havia limites pro envolvimento e pra sensibilidade.

Lembrei disso ontem, quando fui buscar minha irmã no aeroporto, antes do vôo dela, chegou outro. Reparei que tinha um pai segurando um menino lindo, loirinho, meio com sono, mas acordado; não sei como, mas simplesmente eu sabia que quem eles iriam encontrar era a mãe/esposa, fiquei observando eles na espera do reencontro.

Estava olhando pra porta do desembarque quando ela saiu, e não tinha como não dizer que ela era a mãe daquele menino loirinho, largou o carrinho de malas, e saiu abraçar o pequeno, lágrimas dela… lágrimas minhas. Fiquei imaginando quanto tempo ela esteve fora, mesmo que tenha sido um dia, a saudade que uma mãe sente, não tem explicação. Achei maravilhoso aquele pai que cuidava com tanto carinho daquele filho, que a apóia em seu trabalho ou que seja a emergência que a fez viajar sem eles.

Não tive como não lembrar da Carol Passuelo e seus posts, seus relatos. Eu a admiro muito mesmo, ela nem sabe, mas é fonte de inspiração, acredito que não apenas para mim, mas para muitas mulheres que trabalham fora. Conciliar a culpa nem sempre é fácil, porém não acredito que numa terça-feira de tarde chuvosa ela não apareça.

Agora essa sou eu, mãe, e que me emociono com encontros em aeroportos e fico a pensar nas histórias por trás daquelas pessoas, pode???

Mãe do Cauê e da Catarina 🙂




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