Leite em pó ou em caixinha, qual o melhor para a criança após o desmame?

Eu realmente gosto de receber sugestõe’s de temas para escrever, pois acredito que há riqueza quando trocamos informações. Uma prima minha, que acompanha o blog, veio conversar comigo sobre dar ou não leite em pó ao invés do leite em caixinha para as crianças. Além de ser uma dúvida pertinente no mundo materno é bem polêmico e custoso também.

Antes de começar a escrever, quero dizer que tanto eu quanto ela amamentamos nossos filhos. Ela também é mãe de duas crianças. Tema polêmico sempre pode render críticas em cima desse assunto. Defendo o aleitamento materno sim e acredito que ele é a melhor fonte de nutrientes para a criança. Quem pode amamentar exclusivo até o seis meses é excelente e até os dois anos ou mais, não vai estar simplesmente seguindo uma recomenda da Organização Mundial da Saúde e entrar para as estatísticas. Mas vai trazer benefícios físicos e emocionais para os seus filhos.

Quero tratar do assunto como um período pós dois anos da criança. Até porque antes pode ser que a criança fique alérgica às substâncias que compõe o leite oriundo da vaca.

Diferenciando os tipos de leite em pó do mercado

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Achei essa tabelinha no blog Mamãe Prática e resolvi trazer para cá, visto que é o nosso tema. Nela são diferenciados os tipos de leite em pó e por si só já esclarecem alguns pontos:

Fórmulas lácteas: Por definição, é um alimento que simula o leite materno, sendo ideal quando há falta de aleitamento materno exclusivo, até um ano de idade. Sua composição, portanto, é completa e balanceada, contendo todos os nutrientes importantes para este período. A quantidade de proteínas deve ser a mais próxima do leite materno (quantidade menor com a qualidade maior). Além disso, a distribuição de carboidratos é adequada para o primeiro e segundo anos de vida. A distribuição de gorduras e de todos os outros nutrientes essenciais, idem. A fórmula láctea contém ainda nucleotídeos e os LC-PUFAS (ARA e DHA), fundamentais para o desenvolvimento cerebral e visual dos lactentes.

Compostos lácteos ou leites de crescimento: São parecidos com as fórmulas lácteas, diferindo em alguns aspectos, como quantidade de prebióticos (ideal para a faixa etária ao redor dos dois anos de idade), maiores quantidades de determinados micronutrientes, ainda contendo, em sua fórmula, o DHA (ácido graxo essencial ao desenvolvimento do cérebro).

Leites em pó: São leites “in natura”, que foram liofilizados. Assim que diluídos em água, voltam a ter as características do leite de vaca, trazendo como benefícios simplesmente o cálcio e a proteína (em geral, em excesso para os primeiros anos de vida).

O que dizer sobre o leite em caixinha?

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Quando pensamos em leites em caixinha logo lembramos dos escândalos que sempre estão envolvidas as indústrias fabricantes. Infelizmente esse tipo de leite tem perdido a credibilidade, contudo, as pessoas continuam consumindo acreditando que estarão ingerindo quantidades significativas de cálcio. Os médicos ainda continuam orientando os pacientes a consumirem os derivados de leite com o mesmo benefício.

Parece que os leites em caixa/pacote não contem outro nutriente que seja importante ou relevante para o nosso organismo. Esquece-se que existem fontes alternativas das crianças ingerirem cálcio como legumes e verduras, além de ser possível complementar através de suplementos alimentares.

Mas é a velha prática do leite quente antes de dormir para que a criança descanse bem e reponha os nutrientes. Não digo que os antigos estão errados. Acontece que os tempos mudaram e infelizmente a nossa alimentação não é mais a mesma.

Por que utilizar os leites em pó

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Segundo Ana Clarissa dos Santos Pires, professora do Departamento de Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, o leite em pó perde poucos nutrientes durante sua fabricação. Isso porque ela acontece mais ou menos assim: a bebida passa por uma máquina que faz com que ela perca água e se torne uma pasta.

Depois, esse material é borrifado na forma de gotículas em um equipamento cheio de ar quente e seco, chamado “spray dryer”. Nesse momento, o produto se transforma em pó. A perda de nutrientes é minimizada porque, durante o processo todo, o líquido não chega a ser submetido a altas temperaturas. “Portanto, essa versão não é contraindicada. Inclusive, é muito útil porque dura mais tempo”, analisa Ana Clarissa. Fonte: Saúde Abril

Além da durabilidade, o vencimento do leite em pó, devido sua fabricação, é maior que o leite em caixinha. Pois o segundo, após aberto deve ser consumido em até três dias.

Os leites em pó, próprio para cada idade, contêm uma quantidade de nutrientes maior que os leites em caixinha. Basta observar a quantidade nutricional na parte de trás da embalagem. Para mim, isso tem uma grande vantagem.

leite em pó

Aqui em casa, quando utilizamos o leite, damos preferência ao em pó. Digo quando, porque as crianças só ingerem leite quando preparo o purê de batatas e nós também quando tomamos café. Complementamos a ingestão de cálcio com suplementos. Jogamos muitas caixas de leite fora porque não consumimos no prazo determinado e o leite estragou.

Enfim

Com esse post, não quero fazer vocês trocarem o tipo de leite que usam em casa. Aquele velho estigma da maternidade: Compreensão. Compreendo que utilizem o leite em caixinha sim, você provavelmente deve ter seus motivos. São cerca de 14 anos que evito esse tipo de leite, por que tive intolerância a lactose. Quanto ao leite em pó, na nossa realidade se tornou muito prático e porque o valor nutricional dele é maior e a probabilidade de gerar uma intolerância nas crianças é menor, prefiro ter esse em casa.

Mãe do Cauê e da Catarina, esposa do Diogo Petermann. Casada há 11 anos. Apaixonada por brigadeiro de panela, pipoca e Grey’s Anatomy!