Legado

Oiiii…
Hoje é mais um dia especial, que um papai é convidado a compartilhar conosco as mudanças que ocorrem em suas cabeças desde quando eles sabem da notícia que serão pais. Bruno Bonfim é o convidado de hoje, ele é radialista, jornalista, blogueiro (Aventura Paterna) e seu presente ainda está no forninho da mamãe. Como nós mães sabemos, há mudanças nos nossos pensamentos desde que sabemos que estamos gerando um bebê, não só nas nossas, viu. Nas deles também! O Bruno hoje vai compartilhar um pouco do que se passa na cabeça deles…

A palavra “legado” te diz algo? Antes de iniciar o texto, fui atrás da definição no dicionário, achei sinônimos interessantes, como por exemplo: contribuição, sucessão, herança, exemplo, transmitir e etc.

Essa foi a palavra que me fez querer ser pai, legado. Ainda é recente, meu bebê ainda está no “forno”, mas essa palavra continua martelando na minha cabeça dia após dia. Chega a me incomodar com a enorme responsabilidade na qual ela vem acompanhada, seja ela pessoal, financeira, familiar ou social.

Não sou latifundiário, nem parente do Eike Batista, não sou rico (só de saúde rsrs), então qual seria o meu legado? Seria apenas meu seguro de vida? Ou meu computador, meus blogs e minhas economias? Será que é realmente tão simples e fútil assim transmitir um legado?

A referência paterna que tenho é a do meu pai, sempre presente, inteligente, trabalhador, brincalhão, honesto e amoroso. Temos nossas diferenças, como qualquer ser humano, mas creio que sempre, me compararei com ele em relação ao meu filho[(a), ainda não sei o sexo], ele me deixou um legado muito além de bens materiais, creio que um bom legado.

Sou formado, sou adulto, tenho uma família bem estruturada, ai começa a comparação, como saber se eu não vou falhar? O teste final de inicia, o meu legado nada tem haver com o dele, EU tenho que contribuir, dar exemplo, suceder o que de bom eu aprendi com ele, passar para o meu filho (a), direcionar este pequeno ser para o caminho de ser alguém, um sujeito, um ser pensante. Acredito que ter um filho é como plantar, tem que adubar (investir, educar, direcionar, dar oportunidades), deve se podar (mostrar-se humilde, impor alguns limites), molhar (dar liberdade, ensinar a confiar), deixar ao sol (aprender com seus próprios erros), nada em excesso faz bem, o difícil é balancear tudo isso. De certo que se existisse receita, ela já estaria disponível para download na internet…rsrs.

Achei outra definição que vale a pena compartilhar “Enviado, em regra temporário (ciclo da vida), de um governo (mãe) junto a outro governo (pai); espécie de embaixador (filho) extraordinário (único, insubstituível) para determinada missão (aprender a viver).” Encerro aqui o texto, com o desejo de fazer o melhor, para que meu legado seja passado de maneira tão clara e boa, eternizando assim, a dádiva de SER PAI(ou mãe).

Parece ser até egoísmo dizer isso (e é), mas morrer sem deixar raízes me faz pensar em uma vida fútil, vazia e sem tempero. Como eu disse em meu blog (Aventura Paterna) “e acima do nosso amor (de casal), criar um amor externo a nossa relação, um alguém que mesmo se daqui 10~20~100 anos nos odiarmos, continuares amando esse alguém, essa pessoa, nosso bebê.”.

Mãe do Cauê e da Catarina 🙂




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