História de parto do Augusto – Filho da Raquel e do Renato Ganske

Quem me conhece sabe que eu amo ouvir uma história de parto. Eu estudei com a irmã da Raquel durante todo ensino fundamental e médio. Com a Raquel acabamos fazendo faculdade juntas. Como Deus coloca as pessoas novamente em nossos caminhos, não é mesmo?

Acompanhei (por Instagram e Facebook) toda a gravidez dela e as fotos lindas que o Renato tirava dela gravidinha. Quando fiquei sabendo do nascimento do Augusto, pedi para ela se poderia compartilhar a história de parto e do nascimento do filhos deles. Ela topou!

A história de parto normal do Augusto

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Tivemos a experiência de fazer uso total do SUS e, para minha felicidade, tudo transcorreu da melhor forma possível. Assim que fomos à primeira consulta no Postinho de Saúde, que foi com a enfermeira, nos sentimos muito bem amparados pelo sistema e por tudo que iria vir dali em diante.

Para quem não sabe, as consultas de Pré-Natal do SUS funcionam assim: uma consulta com a enfermeira, e no mês seguinte, com a médica ginecologista/obstetra, e assim por diante; porém, no final todas são com a médica. Então, logo que fui atendida pela médica, mostrei a ela meus exames feitos no ano passado quando pensava em engravidar. Num dos exames ela observou uma alteração na tireóide e por isso me pediu que realizasse novamente os exames de tireóide para ver como estava.

Por esse motivo, o meu atendimento no início da gravidez não foi intercalado com a enfermeira, foi apenas com a médica para que ela pudesse me acompanhar mais de perto. Dessa maneira, todo meu Pré-Natal foi muito bem acompanhado pelo postinho. Ah, vale lembrar que fiz praticamente TODOS os meus exames de sangue no Laboratório Municipal.

As primeiras sensações

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Pois bem, vamos ao ápice da história. Começou dia 02/08. Nesse dia o Júnior tinha um compromisso de fotografar um grande evento. Então olhou para minha barriga e disse: “Hoje você não pode nascer, filho, o papai tem que trabalhar!” Então fiquei de repouso durante toda a quarta-feira, para que não provocasse algo que pudesse levar ao parto naquele dia. A noite chegou, ele foi trabalhar e eu fiquei em casa. Trabalhei no computador, fiz geleia de abacaxi e preparei uma jantinha leve rsrsrs (macarrão ao alho e óleo com frango a passarinho).

O Júnior trabalhou, chegou em casa, descarregou as fotos e eu fui jantar. Durante a janta, tive que levantar correndo pra ir ao banheiro. Pensei que não estava conseguindo segurar o xixi! rsrs Voltei pra mesa, terminei de jantar e fui deitar. Conversei com o Augusto, fiz carinho na barriga e de repente, senti mais um xixizão kkkk. Chamei o Júnior pra ver e vimos que não era xixi, mas a sim a bolsa que havia estourado!

Ai que medo!!! Hahaha

Estava acontecendo!!! Pensamos: é hoje!! Então fui me arrumar, mudar algumas roupas da mala, afinal tinha preparado as minhas roupas para dias de frio, e estava bem quente. O Júnior foi terminou as fotos e às 3h20 fomos para a maternidade.

A chegada na maternidade

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Chegamos na Darcy Vargas às 3:30h da madrugada. Demos entrada na maternidade (eu era a única na emergência). Fui encaminhada diretamente para o pré parto onde fui examinada pela médica. Ali, comentei que tinha preenchido meu plano de parto. Ela olhou com muita atenção e achou muito legal eu ter feito. Quando fizeram meu prontuário, nem precisei falar que tinha plano de parto, pois assim que viram já preencheram tudo de acordo com o que eu havia colocado. Em termos gerais, eu gostaria de fazer parto normal e apenas em casos de necessidade, a cesariana.

Eu estava com bolsa rota e apenas 2 cm de dilatação. Então me colocaram numa cama e uma enfermeira me disse para descansar pois ainda não estava em “trabalho de parto ativo”, afinal, minhas contrações eram muito fracas e era bom guardar energia para mais tarde.

Muito querida, uma médica se apresentou para nós e disse que iria nos acompanhar durante o dia. Ganhei um lanche, e o Júnior também. Em seguida fui medicada com misoprostol para fazer a correção da dinâmica do trabalho de parto. Assim, as contrações realmente começaram. Fracas e bem espaçadas, mas começaram. Fui orientada a caminhar para ajudar na dilatação. Assim, fomos o Júnior e eu dar voltas dentro da maternidade.

Eu olhava as mães com os bebezinhos e só pensava “quero o meu!” rsrsrs. A manhã passou, almocei, e foi administrada mais uma dose de misoprostol. Fomos caminhar. O tempo todo eu era acompanhada, era feito o toque e ouviam os batimentos do Augusto.

Apoio e amparo

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Assim que as contrações começaram a ficar um pouco mais fortes, o Júnior comentou com a equipe e prontamente vieram me examinar pra ver como eu estava e principalmente como estava o Augusto. Tudo certo! A dilatação vinha evoluindo, devagar, mas evoluia. O Júnior me dava forças nas contrações, me ajudava, dava a mão para apertar, fazia tudo o que podia.

A equipe médica havia colocado um prazo para ele nascer, pois eu já estava com a bolsa rompida. Se chegasse no prazo e ele não nascesse, eu iria ganhar antibióticos ou iria para cesárea.

Às 16h as contrações já estavam fortes e de 5 em 5 minutos. Me abaixava quando elas vinham, respirava fundo e pensava: “vai passar”!

Em torno das 17:30h, minha mãe entrou para ficar um pouco comigo. Segurou minha mão e me ajudou dizendo como, para ela, era mais fácil respirar. Orou por nós! As contrações continuavam aumentando, e a dilatação também. Mas ainda não era o suficiente para ele nascer.

Então a médica veio me dizer: Raquel, a partir de agora você vai ficar em jejum, pois talvez terá que ir pra cesárea. Pensei assim, quero o melhor para o meu filho, e se for para ser cesárea, será! A todo momento nasciam bebês e eu ouvia outras mães indo para fazer cesárea. Eu sabia que logo teria o meu filho nos braços! Sabia que Deus estava no controle de tudo e que estava sendo bem cuidada.

Então, me mudaram de lugar. Fui para mais perto da equipe médica no pré parto. As dores aumentavam, e já não adiantava mais abaixar, respirar fundo ou respirar cachorrinho. Eu só conseguia dizer “já vai passar, já vai passar, já vai passar”. Então, senti no meu coração que deveria pedir pra mãe trocar de lugar com o Júnior. Tinha uma briga dentro de mim que dizia “ele tá vindo e ao mesmo tempo, ainda não tem dilatação suficiente”. Minha mãe saiu, e o Júnior entrou. Ele, tadinho, não sabia como amparar minha dor. Mas não tinha como mesmo! Fizemos o exame de toque e estava com 6/7 cm de dilatação. Muita dor, mas ainda estava longe. Aaaaaai como dói!!

Trabalho de parto ativo

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A médica examinou o Augusto, e ele estava bem. Batimentos cardíacos ótimos! Mas a dor!!!!!! =( Assim que ela terminou de me examinar e saiu, tive uma contração muito forte e berrei “to com vontade de fazer força”, e como um impulso da natureza, não tinha como não fazer! Na mesma hora, a médica veio e fez o toque.

A dilatação tinha ido de 7 para 9cm e ele tinha descido. Ela falou: “pode começar a fazer força.” Nesse momento, toda uma grande equipe entrou na minha sala e preparam tudo para o meu filho vir. Cada um com sua função e todos trabalhando de maneira harmoniosa! Cabe salientar que todas as macas do pré parto estão prontas para receberem partos.

O Júnior pegou no meu rosto e olhou com os olhos cheios de lágrimas porque finalmente nosso menino estava chegando e iríamos conhecê-lo! Entre uma contração e outra, eu conseguia até sorrir. Estava com dor, mas ao mesmo tempo com uma felicidade imensa! Quando vinham as contrações, eu juntava todas as minhas forças para empurrar. Foram 3 ou 4 contrações em que fiz força, mas ainda não fora o suficiente. Quando veio a última contração eu juntei tudo o que tinha e o que não tinha e fiz a maior força da minha vida, foram necessários mais dois esforços e… às 19h38 do dia 03/08/2017 ELE VEIO!!!!!!!!!!

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Direto para o meu colo! Ouvi seu choro pela primeira vez! Pude segurá-lo bem juntinho! Nós 3 nos olhamos e dissemos “agora somos uma família!” Uma emoção sem tamanho! Indescritível! Ali eu vi que toda dor valeu a pena, porque ele estava ali e agora tínhamos TUDO!

A equipe toda vibrou conosco! Que energia boa para receber nosso menino!

Perguntaram se o Júnior queria cortar o cordão e ele disse que sim. Um dos enfermeiros pediu a câmera e registrou esse momento para nós!

Foi lindo! Foi especial! Na verdade, ainda estou procurando as palavras certas para descrever! O que importa é que o nosso precioso filho veio ao mundo com muita saúde e vitalidade!

Pós parto

pós parto raquel ganske

O pós-parto na maternidade foi muito bom também! Muito cuidado com o nosso menino que nasceu PIG (pequeno para idade gestacional). Precisamos ficar um dia a mais na observação por conta do peso dele, 2.765kg, no entanto, graças a Deus foi só o tamanho! Ele é saudável, muito esperto e está crescendo muito bem!

Essa foi a nossa experiência! Gostaria de fazer um agradecimento especial aos anjos que Deus colocou nas nossas vidas durante a gestação e o trabalho de parto. A enfermeira Vanessa Zanotto, Dra. Karin Stricker e Dra. Pâmella Krelling. Vocês fizeram mais do que precisavam e isso é muito especial. Também à enfermeira Jociane que nos ajudou no curso de gestante e esteve sempre disposta a tirar todas as dúvidas!! Ficamos gratos por ter tido uma experiência tão positiva.

No nascimento de um filho de fotógrafos, não poderiam faltar fotos, não é mesmo? Durante o dia o Júnior foi registrando um pouco do que passamos e vivemos, e mesmo na hora H ele estava lá, segurando minha mão, chorando e fotografando.

raquel ganske relato do nascimento do augusto

Mãe do Cauê e da Catarina 🙂




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