Gravidez

Gravidez como (auto)descoberta

A gravidez transforma a vida da mulher lenta mas inexoravelmente. Inicia-se com mudanças hormonais que podem ou não ser sentidas. Há mulheres que têm poucos ou nenhum sintoma nos primeiros meses de gravidez. Paralelamente, profundas transformações vão ocorrendo no inconsciente da mulher grávida. A preparação da nova vida significará uma nova vida para ela, uma série de limitações e responsabilidades. Estes são algumas das primeiras características que se associam à maternidade, quando ainda as alegrias de uma relação de amor não estão plenamente presentes. Por isso, costuma-se dizer que há certa ambivalência no início da gravidez: é normal que se perceba antes o que estamos prestes a perder, e não o que podemos ganhar, já que o futuro está ainda para ser conhecido.

Conforme o tempo for passando, as mudanças hormonais se suavizam dando espaço para uma estabilização da experiência da gravidez, momento em que se aprofunda mais a consciência da grávida e começam a se delinear suas expectativas e desejos.
Aos poucos (ou, para algumas, desde o início), podem aparecer os primeiros temores e preocupações: com a saúde do bebê e com a própria, o parto, a vida profissional após o parto, a relação com o marido, o próprio corpo, a sexualidade (que se acentua ou se amorna), as relações familiares. A gravidez é um tempo de transição durante o qual também as relações com a mãe e os familiares da grávida podem (e às vezes, devem) ser revistas, acertadas, talvez modificadas. Da mesma forma é muito importante aprender a lidar com os temores e preocupações, discuti-lo, compreendê-los, trabalhá-los. A gravidez não é o momento certo para engolir sapos e reprimir emoções. É o tempo da limpeza e da transformação.

Conforme a barriga for crescendo, a grávida recebe sempre mais atenções – só que às vezes essas são todas voltadas para o conteúdo da barriga e não para a dona da barriga: a mulher! A relação de companheirismo, confiança e solidariedade com o parceiro tem, nesse período, sua melhor oportunidade de se mostrar e consolidar. É chegada a hora da amizade no amor e da parceria nas obrigações diárias e nas dificuldades que vão surgindo.

É fundamental que a mulher vá se arredondando psicologicamente, isto é, vá se sentindo mais inteira, segura, confiante e positiva. Por isso é preciso que ela selecione bem suas companhias, se cuide, se preserve, se proteja de influências inúteis e negativas. Seu bem estar é prioritário. O desenvolvimento do neném dentro dela precisa ser acompanhado pelo crescimento dela como pessoa e mulher.

Fonte: Amigas do Parto

Mãe do Cauê e da Catarina, esposa do Diogo Petermann. Casada há 11 anos. Apaixonada por brigadeiro de panela, pipoca e Grey’s Anatomy!

2 thoughts on “Gravidez

  1. Diogo Petermann says:

    Oi…
    Voce é uma mãe maravilhosa, incrível. O carinho, os cuidados que tens com o Caue são admiráveis. Os sacrifícios que estás fazendo também.

    Espero que consiga colocar o blog de volta a ativa, pois essa visão de ser mãe que tens pode ajudar outras tantas mamães (e pelos retornos do blog eu vi que já está ajudando).

    Continua sendo sempre assim…desse jeitinho…incrível!

    Beijos Preta

    • Kelly says:

      Concordo contigo Di…

      uma mãe mata um leão por seu filho… vocês são uma família lindíssima!!!!

      mas fiquei com ciúmes do “preta” … hehehe este é só meu

      saudades gigantescas…

      beijossssss

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