Gravidez tardia – O sonho de ser mãe depois dos 35 anos

Desde a década de 60, o perfil das mães brasileiras tem mudado. O último censo demográfico do IBGE, realizado em 2010, demonstrou que a mulher está optando pela gravidez tardia, adiando a maternidade e construindo famílias bem menores do que de suas avós e mães. A taxa de fecundidade é sintomática: de seis filhos por mulher, em 1960, caiu para 1,9 em 2010. Atualmente, estamos próximos de países europeus, como a Suíça e a Dinamarca.

O aumento da escolarização e da participação da mulher do mercado de trabalho, é claro. E são dois fatores decisivos nesta mudança.

Gravidez tardia e fertilidade

gravidez tardia relógio

A maior questão é que a natureza não é amiga com as mulheres quando o assunto é fertilidade. Com o passar dos anos, inevitavelmente, os efeitos do tempo são sentidos. Felizmente, a medicina está ao lado das que sonham em ser mães mais tarde.

Não existe um consenso, em relação a idade ideal de uma mulher para ser mãe. Uma gravidez, por ser tardia corre risco de complicações – seja com o bebê ou com a mãe – ou pela questão da fertilidade da mulher. Falamos em “idade ideal” pela natureza, mas cada caso é um caso, o ideal é que a estreia obstétrica seja antes dos 35 anos.

O risco de saúde para a grávida começa, em especial, a partir dos 40 anos, pois aumenta a probabilidade do desenvolvimento de pressão alta, diabetes e alterações genéticas. Entretanto, uma mulher de 40 anos que está em um peso saudável, que não fuma, que tem pressão arterial normal, oferece melhores condições para a gestação do que mulher de 35 com problemas de saúde preexistentes.

Fertilidade diminui ao passar dos anos

gravidez tardia 40 anos

O que devemos ter em mente é o declínio da taxa de fertilidade feminina. A partir dos 30 anos, esse índice começa a cair lentamente. Já a partir dos 35 anos, o processo acelera e aumentam os riscos de aborto espontâneo e de alterações de saúde. Aos 37, esses fatores ganham ainda mais importância.

Aos 40 anos, de 40 a 50% das mulheres apresentarão dificuldades para engravidar naturalmente. Isso tem a ver com a qualidade e a quantidade dos óvulos. A menopausa, que se aproxima nesta faixa etária, nada mais é do que uma consequência do fim da reserva ovariana, pois, com o passar dos anos, essa reserva sofre quedas tanto em quantidade quanto em qualidade – uma vez que esses óvulos também envelhecem. Enquanto a própria idade faz isso de forma lenta, o tabagismo ou medicamentos e tratamentos de doenças, como a quimioterapia, aceleram o processo de envelhecimento ovular.

A medicina contribuindo para uma gravidez tardia

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A grande vantagem é que a medicina e as técnicas de armazenamento de óvulos evoluíram muito de dez anos para cá. Conseguimos que o óvulo mantenha a mesma qualidade que tinha antes do congelamento.

Porque tão importante quanto a idade da mulher é a idade de seu óvulo. Por exemplo, uma mulher de 34 anos que faz uma fertilização in vitro tem 60% de chances de engravidar. Se ela congelar os óvulos aos 34 anos, consegue manter essa porcentagem aos 40, 42 ou 43 anos. Porque por outro lado, com os óvulos de 40 anos, essa chance cai para 30%. Aos 45, cai pela metade e vai a 15%. Depois dos 45, a chance fica quase nula.

Assim para as mulheres que desejam ser mães após os 35 anos, para começar, essa mulher deve evitar o fumo, evitar álcool, permanecer fisicamente bem e sempre manter os exames ginecológicos em dia.

Dra Veruska Mahon Noleto
Ginecologista e Obstetra
CRM 16293 RQE 14155
Consultório:
Social Saúde de Joinville
Rua Cons. Arp , 630.
Fone: 47 3227-9006




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