Gravidez ectópica, você sabe o que é?

Define-se a gravidez ectópica como a implantação e desenvolvimento do embrião fora da cavidade uterina, sendo que, nesses casos, ocorre principalmente nas tubas uterinas, cavidade abdominal, ovários e no colo do útero.

Normalmente durante uma gravidez, o zigoto implanta-se no útero, onde ele completa seu desenvolvimento até o momento do parto. Entretanto, em algumas mulheres, o zigoto pode implantar-se em outras regiões fora da cavidade uterina. Quando isso ocorre, temos a chamada gravidez ectópica.

Esse tipo de gravidez, em 95% dos casos, ocorre na tuba uterina, e é uma importante urgência obstétrica, contudo, pode ocorrer no ovário, no colo uterino, no ligamento largo e até mesmo na cavidade peritoneal. Nesse tipo de gestação, é comum que ocorra aborto espontâneo, até a 14º semana; sendo que, em alguns casos, pode ocorrer a morte da mãe, constituindo uma das principais causas de mortalidade materna no primeiro trimestre de gestação. Entre os principais problemas, pode-se citar o rompimento da tuba com o extravasamento de sangue, que pode gerar choque hemorrágico.

Quais os fatores de risco da gravidez ectópica?

gravidez tubária ou ectópica

Entre os fatores de risco relacionados com a gravidez ectópica, podemos citar: caso anterior desse tipo de gestação, laqueadura, curetagem, infecções tubárias, doenças sexualmente transmissíveis, principalmente a clamídia; aderências pélvicas, uso de DIU sem acompanhamento devido, operações pélvicas extragenitais, anomalias tubárias e endometriose. É importante frisar que esse tipo de gravidez pode ocorrer em mulheres que não apresentam nenhum dos fatores de risco.

Para que não haja complicações, é essencial que o diagnóstico seja realizado precocemente. Para isso, é necessário que o médico observe se a paciente apresenta dor, atraso menstrual e sangramento vaginal, sendo que esses sintomas são considerados clássicos para esse tipo de gravidez.

Além disso, é importante observar a dosagem de Beta-hCG e realizar uma ultrassonografia para observar a ausência de gravidez intrauterina. A dosagem de Beta-hCG deve ser observada, pois, se os níveis séricos não duplicarem em 48 horas, significa que há uma falha na gestação, que pode estar associada com gravidez ectópica ou aborto.

Quais os tratamentos para gravidez ectópica?

gravidez-ectopica-imagem

Após o diagnóstico, o médico deverá definir qual será a conduta adequada, levando em consideração a idade e a vitalidade fetal. O médico poderá optar por cirurgias.

Usualmente se faz uma salpingectomia no caso de uma gravidez tubária rota, o tratamento medicamentoso ou, ainda, a conduta expectante. A cirurgia normalmente é o procedimento padrão para casos de gravidez ectópica, sendo fundamentais em casos de rompimento das tubas.

Quando o tratamento é medicamentoso, utiliza-se uma medicação oral, que é uma substância antagonista do ácido fólico. Já a conduta expectante é realizada quando os níveis de Beta-hCG estão em decréscimo e a paciente apresenta pouca dor ou sangramento.

O tratamento deverá ser realizado pensando também se a mãe deseja ou não tentar uma nova gestação. Caso esteja passando por essa situação, tenha uma conversa aberta com seu médico e discuta os reais benefícios de cada tratamento. É importante que a mãe tenha em mente que o atraso no tratamento coloca em risco a vida materna.

Ginecologista e Obstetra CRM 16293 RQE 14155 Consultório: Social Saúde de Joinville - Rua Conselheiro. Arp , 630. Fone: 47 3227-9006