Educar não é fácil

Que educar não é fácil, todo mundo sabe! Mas muitas vezes só percebemos a intensidade disso quando nos deparamos diante de uma situação que nossos filhos nos colocam e aí perdemos o rebolado.

Por detrás das situações há várias e várias mães se perguntando o que fazer? Como agir? De uma coisa eu sei: vocês não são as únicas se perguntando isso, podem ter certeza, é só começar a navegar em alguns fóruns infantis vai começar a perceber o tamanho real do problema.

Brincamos, mas não nasce uma mãe quando nasce o bebê. É puro instinto,  não tem ninguém ali por vocês, ou seja, aprendemos na marra a ser mãe. Entretanto, por volta de um ano de idade a criança começa a perceber que ela pode tomar algumas decisões sozinha, que ela pode escolher se quer ou não tomar água, ou qual brinquedo que ela não quer brincar.

Isso é fundamental para o desenvolvimento da criança, para se tornar um adulto saudável é preciso que ela aprenda a tomar suas próprias decisões. Mas calma, ela não está pronta para a metade das decisões que NÓS precisamos tomar por elas, por exemplo: higiene, alimentaçã o, sono, etc.

Pais e mães precisam ser muito firmes na hora de dizer o “não”, saber escolher as coisas pra que pode tolerar e usar o não quando realmente for necessário. Diante de uma situação que seu filho começa a tirar seus sapatos da caixa, ok, faz aquela bagunça, mas ao invés de você disser pro seu filho que ele não deve fazer isso, você pode aproveitar esse momento para ensinar ele a guardar também. Agora se ele quer atravessar a rua sozinho, é óbvio que você não vai deixar, portanto por mais que ele teime em fazer isso sozinho é preciso dizer que ele ainda não está pronto para esse tipo de decisão.

Andei lendo muito esses dias sobre o assunto educação, aprendi que existe uma fase chamada “ adolescência aos 2 anos”, isso me ajudou a compreender mais meu filho e saber que a birra que ele tem feito é normal da idade e que não posso ceder aos choros e manhas. Quando disser “não” para alguma coisa que realmente for necessária, não posso voltar a trás aí procuro distrair ele com alguma outra atividade, senão funciona, verifico se há risco de se machucar, se não há, viro as costas e ignoro a manha. Na maioria das vezes funciona.

Gostaria muito de ler as dicas e opiniões de outras mães, avós e educadoras sobre o assunto, visto que esse assunto dá muita coisa pra falar!!!

Beijos,

Karin

Mãe do Cauê e da Catarina, esposa do Diogo Petermann. Casada há 11 anos. Apaixonada por brigadeiro de panela, pipoca e Grey’s Anatomy!

6 thoughts on “Educar não é fácil

  1. Dani says:

    Uma dos nossos grandes desafios: educar!
    Tarefa árdua, repetitiva e muitas vezes cansativa. Mas no fim, lá na frente, nosso esforço será de grande valia.

    Beijo

    • Karin says:

      Dani,
      Põe repetitiva, tava lendo e descobri que eles ainda tão pequeninos não conseguir escutar nossa briga com eles por mais de 30 segundos, ou seja, temos que ser rápidas.
      Outra coisa… eles ainda não aprenderam a memorizar tudo, por isso precisamos ser pacientes e repetir tudo de novo, até eles aprenderem.

      Beijos

  2. Elaina says:

    Realmente educar não é fácil, arrisco-me a dizer que é uma das tarefas mais difíceis da maternidade, pois o modo com que educamos vai refletir no adulto que ele será, e isso é muito sério!
    Concordo com vc e faço a mesma coisa, simplesmente ignoro as manhas e choros (coisa que o Daniel, meu mais novo de 2 anos e 3 meses faz e muito).
    Algumas vezes me irrito, e tenho vontade de voltar atrás só para fazê-lo parar de chorar, mas sei que sendo rígida com o não estarei educando-o e até livrando-o de situações de perigo.
    Beijos e parabéns pelo texto.

  3. Lia Sergia Marcondes says:

    Tenho falado muito disto no blog, ultimamente. É uma equação tão difícil e delicada, e a gente tem que ir fazendo malabarismos no dia-a-dia.

    Ter filhos até que é fácil… difícil é criar bem.

    Beijocas!

  4. Cristiane says:

    Essa sua postura explicada nos últimos parágrafos é exatamente igual à minha. Espero que dê certo e tem dado, mas a minha filha ainda não atingiu a adolescência dos 2 anos. Ela está com 1 ano e meio. Daqui a uns 6 meses eu te conto se está dando certo.

    Ouço muito falar em impor limites, só que, muitas vezes, o que essas crianças estão pedindo ao fazerem birra, é um pouco de atenção. Elas querem os pais presentes de verdade, de corpo e alma, como se diz. Mesmo que por pouco tempo. E birra é diferente de manha que é diferente de testar limites. Será que alguém mais consegue ver essa sutil diferença?

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