Educação pelo exemplo

Há diversas maneiras de criar os filhos: aos “trancos e barrancos”, de forma rígida ou “livre, leve e solta, etc. Entre todas as formas de educação a única que se repete em todas é a educação pelo exemplo, aquela coisa do dito popular: “Filho de peixe, peixinho é”!

É uma espécie de educação “sem querer querendo”, sabe? Nossas crianças são muito observadoras, perceptivas, verdadeiras esponjinhas, absorvem tudo, entendem tudo. Para entender isso, basta lembrar-se das vezes que dizemos coisas do tipo: ”Vamos trocar a fralda?” , “vamos nos arrumar pra sair”, etc; quantas vezes eles já saíram correndo pra longe só por pirraça, brincadeira? Quantas vezes ao ouvirem um “não” fizeram aquele dramalhão?

Já pararam para reparar como nossos filhos nos imitam? Outro dia estava indo pra outra parte da casa e encontrei diversos brinquedos espalhados, juntei e joguei-os para a sala, meu filho pegou outro brinquedo e jogou para a sala. Meu pensamento: “Puts, péssima maneira de ensinar a arrumar os brinquedos, vai sair jogando tudo por ai”. Hoje, nas pequenas coisas eles nos copiam depois nas grandes e naquelas que nem nós gostamos em nós mesmos.

Não quero dizer que se o pai é alcoólatra ou toxicômano o filho necessariamente vai ser. Se a criança desenvolver os códigos da inteligência como o “Eu” como gestor do intelecto, a autocrítica, o altruísmo e o código do prazer de viver (CURY, 2010) ela poderá se tornar um adulto saudável em sua psique e sua emoção, diferente do exemplo de sua casa. Infelizmente esses códigos não são matéria escolar, porém cada ser humano é capaz de desenvolvê-los, basta treiná-los!

A educação pelo exemplo é a mais falha. Por quê? Porque somos seres humanos, não somos computadores ou máquinas que repetimos tudo automaticamente ou no “Ctrl + C” e “Ctrl + V”. Errar faz parte da educação também! Como pais, sabemos disso apesar de muitas vezes fechar os olhos pra isso, o mais importante é a administração do erro perante os filhos. Se não assumirmos que erramos para eles estaremos demonstrando que eles também não podem fracassar. Será que dessa forma eles se tornarão melhores pessoas? Será que o pódio pode ser alcançado sem nunca ter falhado? Se demonstrarmos para eles que falimos, que perdemos, que exageramos, mas continuamos tentando, lutando, melhorando; não os tornaria mais humanos? Mais coerente com a realidade? Será que dessa forma mereceríamos o pódio? Após tantos percalços enfim uma conquista!

Cruzar nosso mundo com o deles nem sempre é fácil. Quem disse que seria? Entretanto, creio que dessa forma estaremos preparando uma sociedade mais humilde; que pensa no próximo, na natureza; seremos humanos capazes de sonhar, de criar a partir do caos ma oportunidade criativa, pessoas que transformarão seus fracassos em notáveis experiências. (CURY, 2010). É preciso dedicar  mais tempo de qualidade aos nossos filhos, eles precisam da nossa atenção, só através do diálogo é que saberemos suas preocupações, paixões, anseios, eles precisam aprender que do lado dele não existe apenas um pai e uma mãe, mas um grande amigo também!

– CURY, Augusto. O Código da Inteligência e a excelência emocional. – 2ª Ed. – Rio de Janeiro/RJ: Thomas Nelson, 2010.

Mãe do Cauê e da Catarina, esposa do Diogo Petermann. Casada há 11 anos. Apaixonada por brigadeiro de panela, pipoca e Grey’s Anatomy!
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