Dia da crianças

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Meu aniversário é um mês antes do dia das crianças… Não lembro desde quando, mas sei que foram alguns dia das crianças que não ganhei presente. Às vezes era chato, confesso, porque eu queria um brinquedo novo. Outras vezes, tinha negociado com minha mãe um brinquedo presente por todas as datas possíveis e não possíveis daquele ano. Minha mãe não nadava em rios de dinheiro e me ensinou isso tranquilamente. Sempre fiz parte das contas da casa e etc. Noção do valor do dinheiro tive desde criança. Sabia que dinheiro não dava em árvores.

As datas comemorativas criaram um caráter puramente comercial, afastando-se do real sentido, como por exemplo o Natal e a Páscoa. As crianças querem muitas coisas e a toda hora. As propagandas massivas em cima de animações famosas exploram ainda mais a inocência da criança que ainda não sabe filtrar.

Ontem, nós vendemos o último brinquedo de bebê do nosso filho. Com dor no coração… Porque ele fechou um ciclo e abriu outro. Divisor de águas. Vendemos e não doamos, sim. Porque ele vai ajudar a comprar outra coisa que ele necessita. Já doamos muito brinquedos e roupas. Muito mesmo!

Explicamos para ele que o brinquedo seria vendido e outra criança iria poder brincar tanto quanto ele brincou. E como brincou. Tanto que já não dava mais bola… era mais um acumulador de pó. Ajudou a limpar o brinquedo e mostrar para a outra mãe como funcionava. Ficou triste, sim. Mas entendeu que para vir novos brinquedos é preciso que outras crianças continuam brincando com o que ele não brinca mais.

Dia das crianças não penso em enchê-lo de presentes. Ele ganha brinquedo de vez em quando. Não precisa data específica para isso. Acredito que infância não pode ser comprada com brinquedos ultra mega modernos. Ela deve ser vivida na areia, na grama, no barro, na árvores, nos machucados, no pega-pega, no esconde-esconde, nas brincadeiras de rua, bicicleta, nos sorrisos e nos abraços. Acredito em uma infância livre do excesso do consumismo. Acredito que o valor do dinheiro deve ser ensinado desde pequeno. Acredito e tento fazer a minha parte nisso tudo.

E vocês, no que acreditam?

Beijos

Karin

 

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Mãe do Cauê e da Catarina, esposa do Diogo Petermann. Casada há 11 anos. Apaixonada por brigadeiro de panela, pipoca e Grey's Anatomy!

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