Deliciosas lembranças da gravidez

Estava lembrando quando o Cauê ainda estava na minha barriga, como era gostoso senti-lo dentro de mim, se  mexendo,se desenvolvendo; sabia que ali estava bem alimentado, quentinho e protegido.

É interessante como nosso corpo muda. Nossa cabeça muda, ficamos em fase de aquecimento, de aprendizagem, de preparação. Lembro que passava horas lendo sobre parto, amamentação, cordão umbilical, banho, Shantala. Nesse período não comprei nenhum livro, mas devorei a internet, sabia de cor e salteado quais eram os sites que continham informações valiosas sobre gravidez e bebês.

Naquela época, era tudo que eu precisava. Gostava tanto de saber qual estágio de formação o bebê estava; empolgava-me com relatos de parto naturais, humanizados, ficava simplesmente maravilhada.

Por volta das 36 semanas deu um ataque de pânico, e se fosse cesárea? Eu não estava NADA preparada psicologicamente pra uma cirurgia. Eu fui obrigada a me acalmar, me convencer de que não era um absurdo se isso acontecesse, e que eu conversaria com o médico que só faria uma cesárea em caso de extrema necessidade, aí sim, ela seria a minha alternativa. Do contrário eu faria tudo que estivesse ao meu alcance pra que tivéssemos um parto natural. Então, tratei de caminhar de segunda a sexta, de 45 a 50 minutos, vi meu tampão descer e sabia que logo chegaria a nossa hora.

Uma coisa engraçada é que eu achava, sentia que meu filho não nasceria de dia. Pensamento engraçado, não é? No dia do nascimento, eu estava muito tranqüila, tão certa de que tudo seria perfeito. Ok! Teve uma hora que eu pensei que eu não iria conseguir, numa daquelas contrações pqp forte! Porém eu tive a certeza de que tudo seria mesmo perfeito quando vi meu GO do particular no pré-parto da maternidade pública, UFA! Ele me assistiu o tempo todo, obedeci suas ordens e ele cuidou pra que o parto fosse do jeito que eu queria.

O Cauê, com seus 2.955 kg, depois de 12 horas em trabalho de parto ativo, tê-lo em meus braços, aquele foi um momento mágico, eterno. Poderia ter congelado aquele momento pra sempre, o amor da minha vida ali, juntinho comigo, valeu a pena! Valeu muito a pena! TUDO valeu a pena. Faria tudo de novo e do mesmo jeito. Lembro de eu querer contar seus dedinhos das mãos, mas a emoção era tão grande que eu não conseguia, só conseguia olhar pra ele e sorrir.

E hoje, 18 meses depois só posso me derreter cada vez que ouço: Mamãe!

Mãe do Cauê e da Catarina 🙂




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