Deformidades nas orelhas pode levar a surdez

As deformidades nas orelhas não mais comuns do que se imagina, principalmente, nas crianças. Segundo algumas pesquisas recentes, de 20% e 30% dos bebês nascem com algum problema relacionado a essa parte do corpo. Um dos mais conhecidos é a inconveniente orelha de abano, porém, diversos outros tendem a gerar incômodos que vão muito além da estética: também podem provocar a temida surdez.

Por isso, vale ressaltar que é essencial que os pais estejam atentos a qualquer sinal que possa ser emitido pela criança. Algumas deformidades levam ao fechamento do conduto auditivo externo e, ainda, à malformação dos ossículos. Em ambos os casos, as situações verificadas podem levar a perdas auditivas.

Dependendo do problema e do diagnóstico feito pelo médico, o tratamento pode incluir moldagens colocadas na criança logo após o nascimento, curativos e próteses auriculares. Mas, quando há redução da capacidade auditiva, a indicação costuma ser o uso de próteses auditivas externas ou implantáveis.

As deformidades nas orelhas

Orelhas de abano

orelhas-abano_ deformidades nas orelhas

As chamadas “orelhas de abano” são corrigidas por meio da otoplastia, uma cirurgia que é aconselhada a partir dos cinco ou seis anos de idade. O problema é hereditário, ou seja, familiar.

Por causa dele, o pavilhão auricular cresce mais distante do crânio e a anti-hélix (dobra da orelha) não se forma corretamente. A única consequência é o prejuízo estético. Então, o ideal é submeter a criança ao procedimento antes da entrada na escola, reduzindo, assim, as chances de possíveis danos psicológicos causados por situações de bullying.

Microtia

microtia - deformidade nas orelhas

Já a microtia é uma deformidade congênita que deixa a orelha com tamanho reduzido. Muitas vezes, também está associada à atresia. Esta, por sua vez, ocorre quando há o estreitamento ou ausência do canal auditivo. Além de perda auditiva, a deformidade ainda pode provocar o surgimento de infecções ou cistos no ouvido médio.

O tratamento inclui cirurgia para reconstrução do canal e também uso de aparelhos auditivos.

Graduação na Faculdade de Ciências Médicas e residência de Otorrinolaringologia, ambas pela Santa Casa de São Paulo.
Membro da Academia Brasileira de Otorrino e Cirurgia Cervico-Facial e da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face.
Além disso, conta com Mini-Fellow em Cirurgia Plástica da Face e Cosmetologia pela University Of Miami (Muller School of Medicine).
Endereço: Clínica Dr. Marcio Freitas, na Rua Donaldo Gehring, 106, no Centro.
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