Bom é ser criança

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Quando penso sobre o que é ser criança, lembro de inocência, felicidade e roupa suja. A inocência de alma, que não sabe que a vida é feita de tempo, horários, contas e algumas frustrações. Felicidade porque ela consegue extrair das pequenas coisas novos significados, elaborar, criar, inventar, sonhar e realizar ideias e brincadeiras, sempre com brilho nos olhos e um sorriso nos lábios. Roupa suja porque as brincadeiras mais legais sempre acabam sujando as roupas, brincar de casinha e comidinhas com coisas de verdade, massinhas (quem nunca pensou duas vezes antes de permitir que eles brinquem com elas?), brincar de bola na rua ou escorregar no barranco.

São elementos tão essenciais para a vida da criança que muitas vezes nós adultos tentamos boicotar as fases que eles estão vivendo. Cada criança é um ser único e tem um tempo de amadurecimento, por isso alguns bebês demoram mais para caminhar do que os outros e tantos outros exemplos que poderiam ser citados. As fases devem ser vividas a ponto de extrair as lições que cabem para aquele momento, não adianta pular. Se pular uma ou outra, mais tarde irão querer recompensar “o tempo perdido”.

Acredito que a maior herança que podemos deixar para os nossos filhos é a de uma infância bem vivida. Brinquedos fazem parte, mas não são suficientes. Uma infância vivenciada com plenitude envolve aqueles três elementos que citei no início: deixar a criança desfrutar da inocência, sem incentivá-la a escolher uma profissão ou um namorado (a). A felicidade em brincar até o corpo cair no sono, felicidade em poder ter a companhia dos pais nas brincadeiras, na leitura, nas atividades da escola. E finalmente, roupas sujas, deixar a criança brincar no gramado, com mangueira, subir em árvores, experimentar frutas do pé, rolar com o cachorro, brincar de casinha usando barro para fazer comidinhas e bonequinhos.

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Mãe do Cauê e da Catarina, esposa do Diogo Petermann. Casada há 11 anos. Apaixonada por brigadeiro de panela, pipoca e Grey’s Anatomy!
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