As crianças e o dinheiro

 

Toda educação vem de casa, certo?

Porque então muitas vezes não abordamos e procuramos ensinar nossos filhos a administrarem seu próprio dinheiro?

O consumismo rola a solta e se queremos que nossos filhos sejam conscientes do mundo que vivem, que consumam com moderação e não se deixem influenciar pela mídia, creio que sim, devemos ensinar nossos filhos desde pequenos a entenderem de dinheiro.

Parece algo surreal para ensinar, não é mesmo? Também fico pensando como proceder para ajudá-los a crescer nesse sentido.

E procurando sobre isso, achei uma matéria no Uol Economia que apoia esse tipo de ensinamento e gostaria de compartilhar com vocês:

Compensar a ausência dando presentes ou dinheiro ao filho. Dar mesada muito cedo. Tentar falar de dinheiro com a criança usando termos que ela não entende.

Esses são alguns dos erros que os pais cometem em relação à educação financeira dos filhos, na análise de especialistas no assunto.

Especialistas apontam principais erros dos pais na educação financeira dos filhos

Aiana Freitas
Especial para o UOL Economia, em São Paulo

Para consultor, pais erram ao fazer “poupança” para filhos

Para a educadora financeira Cássia D’Aquino, o principal equívoco é achar que a criança não precisa ser educada sobre o tema.

“É um erro atribuir a responsabilidade da educação financeira à televisão, aos amigos ou à publicidade. Quem realmente interfere e estimula os filhos, em todos os aspectos, são os pais”, diz.

O consultor financeiro Gustavo Cerbasi, que acaba de lançar o livro “Pais inteligentes enriquecem seus filhos” (Editora Sextante), afirma que os pais erram, por exemplo, quando deixam de envolver as crianças nas decisões financeiras da família.

“O filho pode ser convidado a participar do planejamento do orçamento das férias, da ceia de Natal ou de um fim de semana de passeio, por exemplo”, sugere.

Só dar dinheiro não é suficiente

De nada adianta os pais se disporem a tratar do assunto com os filhos, no entanto, se usarem uma linguagem ou exemplos que não fazem parte da realidade das crianças.

O especialista em educação financeira Álvaro Modernell, autor de oito livros voltados para crianças, diz que um dos maiores erros dos pais é falar com elas de assuntos que fazem parte do universo adulto, como o custo da energia ou a aposentadoria.

Para Modernell, o mais adequado é fazer a abordagem em momentos relacionados a assuntos de interesse da criança.

“Se ela quer comprar uma bola, por exemplo, o pai pode ir com ela até duas ou três lojas para mostrar a importância da pesquisa de preços.”

Outro erro comum, afirma Modernell, é achar que dar uma mesada já é suficiente. “Além de dardinheiro, é importante que os pais deem orientação com relação ao planejamento e à poupança.”

Dar dinheiro à criança sem data certa e valor definido também pode ter um efeito inócuo na educação financeira, afirma Cássia D’Aquino.

“A função da mesada é permitir que a criança possa começar a organizar seu dinheiro. Sem uma frequência, ela não tem como se planejar.”

Mesada, só a partir dos 11 anos

Segundo Cássia, a mesada não deve ser dada à criança antes de ela completar 11 anos, porque é só a partir daí que ela tem a noção exata da duração do mês.

“Antes dos 11 anos, o ideal é dar uma semanada. Assim, se ela gastar todo o dinheiro e ‘falir’ no meio da semana, por exemplo, não precisará esperar tanto tempo para se recuperar”, ensina.

Os especialistas também reprovam os pais que, na ânsia de dar aos filhos o que não tiveram, tentam satisfazer os desejos das crianças comprando presentes ou dando dinheiro de forma não planejada.

“Dessa forma, criamos a ilusão de que podemos compensar nossa ausência com a compra de bem-estar para os filhos”, diz Gustavo Cerbasi.

Link da reportagem

 

Continuando a pensar sobre o assunto… Cabe a nós pais aprender um pouquinho mais sobre dinheiro, administração dele…

E vocês o que pensam sobre o assunto?

 

Beijos

Karin

 

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