Amamentação versus trabalhar fora – A dificuldade de manter a amamentação

Não sei se vocês já chegaram a mesma conclusão que eu: o mercado de trabalho oferece apenas 4 meses de licença maternidade, mas em contraponto temos o Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde defendendo o aleitamento materno exclusivo durante os seis primeiros meses de vida do bebê. Um dos grandes dilemas da maternidade é a amamentação versus trabalhar fora. Como deixar o filho sem o essencial leite materno para voltar ao trabalho?

É uma conta que não fecha! Sei que muitas mães pensam em retirar o leite para deixar para que seu filho tome o seu leite na creche enquanto ela trabalha, mas nem todas os centros de educação infantil tem a estrutura adequada para isso.

Nesse momento, muitas mães se veem diante de um dilema: amamentação versus trabalhar fora.

O que fazer?

Conheço algumas mulheres que optaram por sair de seus trabalhos para que possam se dedicar única e exclusivamente aos seus filhos durante os primeiros anos de vida deles. É uma decisão muito importante e que tem um peso enorme sobre o orçamento da família, afinal de contas, com a chegada de mais um membro da família irá gerar o aumento do custo de vida.

Para que a amamentação exclusiva até os seis meses de vida do bebê aconteça é importante ter tudo planejado, fazer uma boa reserva financeira, muita conversa com o marido e também o suporte de um grupo de amamentação (o que às vezes não tem em todas as cidades, quem sabe você possa iniciar o primeiro na sua?).

Prepare-se financeiramente para a gravidez e pós-parto

A reserva financeira vai dar estabilidade para garantir que a mãe e a criança possam aproveitar esses momentos juntos, consequentemente, gerará estabilidade emocional. Pois a mãe não tem que se sentir culpada por não estar trabalhando e trazendo renda para a casa.

Conversar com o maridão é fundamental. Ele também tem que conhecer os benefícios do aleitamento exclusivo e dar suporte emocional para a mulher quando ela titubear e pensar se fez a escolha certa (isso pode acontecer!) O marido não é apenas o provedor da casa, também estará participando da dedicação da mulher ao fruto desse amor, mesmo que não aparente. Ele é o braço direito para que a amamentação aconteça.

Fortaleça-se com informações e grupos de apoio

amamentação versus trabalhar fora - suporte de aleitamento

Um grupo de amamentação, formado por fonoaudiólogas, psicólogas, doulas e mães é muito bem-vindo. Quem amamentou sabe como tem horas que dá vontade de desistir, tem inúmeras situações que surgem que não sabemos resolver e nesse momento, além de ter as especialistas tem todo incentivo materno. Por isso é tão importante a criação de um grupo desses, se ainda não tem na sua cidade! Vale muito a pena e é uma causa que todas nós devemos lutar!

Como falei antes, amamentar o filho e trabalhar fora, talvez por um breve período de tempo possa dar certo, mas logo vem as pressões externas e você cede ao leite artificial (não estou julgando quem por necessidade teve que ceder – estou me direcionando àquelas que querem amamentar exclusivo). É uma conta que é difícil fazer bater sozinha, não é igual ou simples como 1+1.

Melhor seria se a conversa com o maridão, sobre o aleitamento exclusivo, acontecesse quando ainda estão planejando ter filhos, para que dessa forma vocês possam se planejar financeiramente e garantir o sucesso da amamentação. Tenho certeza que serão momentos únicos e que jamais poderão ser substituídos.

 

Mãe do Cauê e da Catarina, esposa do Diogo Petermann. Casada há 11 anos. Apaixonada por brigadeiro de panela, pipoca e Grey’s Anatomy!

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